<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768</id><updated>2012-01-05T00:33:03.945Z</updated><category term='uma grande merda'/><category term='custa muito perceber tão pouco?'/><category term='tonturas'/><category term='meia idade'/><category term='Finalmente posso gritar isto nalgum lado'/><category term='devaneios'/><category term='ou da ciumeira enlouquecedora'/><category term='aborrecimento'/><category term='já vai uma primavera tardia - masqueselixe'/><category term='comes around'/><category term='ódio'/><category term='post  fraquinho que não posso escrever noutros lados'/><category term='neura'/><category term='desamor'/><category term='Átila'/><category term='temos pena'/><category term='pedaços de vida'/><category term='degraus'/><category term='Este post seria bem mais ridículo se o escrevesse como o sinto'/><category term='com acaso ou sem acaso: um dia realizo todos os meus sonhos'/><category term='mil vezes isto a nunca saber o que é'/><category term='e lá vou eu zurrando alegremente'/><category term='seca'/><category term='Maggy is finally free'/><category term='relacionamentos'/><category term='alcance'/><category term='Sorrow'/><category term='coisas que se servem frias como o gaspacho'/><category term='Sibila'/><category term='Yemanjá'/><category term='para ti'/><category term='inicio'/><category term='sorte'/><category term='natas'/><category term='só mais este'/><category term='calor'/><category term='arrepios'/><category term='pés descalços'/><category term='inferno'/><category term='basta'/><category term='amanhecer'/><category term='Suspiro'/><category term='solstício'/><category term='derrames'/><category term='Injustiças'/><category term='deprimente percebes?'/><category term='joana ofélia'/><category term='conceito de culpa total'/><category term='abismos'/><category term='vertigens'/><category term='calorias'/><category term='rugas'/><category term='bonecas de papel'/><category term='Dear John letter'/><category term='Hola'/><category term='bad romance'/><category term='canibalismo'/><category term='ressentimento'/><category term='quem é?'/><category term='etc e tal'/><category term='celulite'/><category term='sinto-me simplista por isso fica ora abobora'/><category term='Mediocridade aqui não entra'/><category term='azar'/><category term='pessoas'/><category term='Ide ver o &quot;Black Swan&quot;'/><category term='claras em castelo'/><category term='mais um caroço cuspido'/><category term='Quem?'/><category term='berbequins'/><category term='cacos de espelhos'/><category term='sem palavras para explicar o abuso sexual das crianças'/><category term='altura'/><category term='culpa'/><category term='e faz bem às rugas coisa que não deve ser descurada'/><category term='Maggy&apos;s got it all'/><category term='criaturas más velhas feias e pirosas'/><category term='Morte em vida'/><category term='cintura'/><category term='Awesome boots'/><category term='Deixo-a agora'/><category term='quem é amiga'/><category term='escadotes'/><category term='cherry cherry boom boom'/><category term='e podiamos ficar caladas? poder podiamos...'/><title type='text'>O alcance dos escadotes</title><subtitle type='html'>porque dão jeito e fazem alguma falta</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2105500032797583802</id><published>2011-02-16T15:43:00.000Z</published><updated>2011-02-16T15:44:08.681Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ide ver o &quot;Black Swan&quot;'/><title type='text'>O alcance do lado negro</title><content type='html'>Já passou tanto tempo que não sei se ainda serei capaz, de me lembrar, de refazer caminhos, de me inspirar e soltar letras e palavras que me saíam antes como lágrimas de uma fonte sem fim. Nunca antes me bateu a incerteza, a apresentação final sempre me apareceu assim, completa, a imagem espaçada da sua reflexão no papel por apenas alguns minutos, o tempo suficiente para que os dedos atacassem as teclas à velocidade de 3 estocadas por segundo. Hoje acho que escrevo mais rapidamente, mas preciso de parar para pensar porque a nascente da fonte que outrora jorrava em mim secou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente sou a mesma, mas quem me conhece sabe que já não sou. Tudo começou há uns anos, quando uma certa bruna abriu uma caixa de pandora que estava perdida no tempo indefinido da minha memória. Essa morena atrevida encontrou o meu lado negro e não contente com a mera provocação que algo desconhecido emanava dali, partiu a tampa da caixa e virou-a do avesso. E foi assim que vivi uma segunda vida, a meio da primeira irremediavelmente interrompida, com outra pele, outras características, qualidades e defeitos (outra eu?) Soa a esquizofrenia e possivelmente terá mesmo sido, um ataque prolongado de dupla (tripla? quádrupla?) personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho qualquer dúvida que foi o lado negro que se impôs durante esses anos. Deixei de ter medo, incertezas, dúvidas, receios. Ia sempre a direito, por um sentido que só eu sabia, partindo tudo e todos que se atravessassem à minha frente (e rindo das desgraças alheias!) É tão fácil deixarmo-nos levar pelo lado negro, é tão poderoso e atractivo! Atingimos um nível onde sagrado e profano se fundem, ou talvez ali o sagrado seja uma poderosa ilusão criada pelo profano mas que nos cega na mesma, convencida que estava que naqueles terrenos não havia verdades nem mentiras, que ali não imperava nenhuma lei ditada por Homens, apenas aquilo que eu queria e desejava. Terei cometido alguma ilegalidade? É provável, embora na altura nem sequer me passasse pela cabeça que haveria um preço a pagar mais tarde. Ninguém pára para pensar no momento em que vende a sua alma ao diabo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois do momento, da adrenalina que gastamos e que acaba porque tudo tem um fim, percebemos que o tempo passou e deixou marcas. Marcas físicas e marcas emocionais e mentais, muito mais profundas e muito mais difíceis de superar. Quando se mistura amor com ódio, é possível voltar a amar? Quando se mistura prazer com dor é possível voltar a gostar (de alguém? de mim?) O egoísmo derrota o altruísmo, a prepotência esmaga a subserviência, a invencibilidade que sentimos toma conta de tudo e já nada importa, ou interessa, se não aquilo que pretendemos possuir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o líquido viscoso e negro deixou de correr nas minhas veias vislumbrei um mundo novo, tão diferente daquele de onde vinha e que me tinha consumido por tanto tempo. Ficou tudo mais calmo, mais igual ao da primeira vida, mas de contornos mais agradáveis porque há sempre muita merda da qual precisamos de nos libertar para seguir em frente. Mas, e há sempre um mas, a inspiração do lado negro, o ser sublime que me senti e que fui enquanto possuída pela força, isso desvaneceu-se para sempre. As minhas palavras fluem na mesma mas a grandiosidade desapareceu e tenho pena, assumo que sim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2105500032797583802?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2105500032797583802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2011/02/o-alcance-do-lado-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2105500032797583802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2105500032797583802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2011/02/o-alcance-do-lado-negro.html' title='O alcance do lado negro'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2543344798887084814</id><published>2010-12-27T21:18:00.002Z</published><updated>2010-12-27T21:32:02.875Z</updated><title type='text'>O alcance dos caminhos</title><content type='html'>Chego sempre a um ponto em que me perco. Em que já não sei falar com as pessoas.&lt;br /&gt;Vou até ali, vou à vontade, é a minha praia. Não me atrapalho e de repente, há uma reacção que não é em nada parecida com a tua. Porque - grande parva, eu  - as pessoas não são iguais e não agem da mesma forma. &lt;br /&gt;E é nesta altura que relembro que só procuro o mesmo que tive. É um dia, dois no máximo. São as hormonas ao estalo e eu a furar o tecto de ansiedade. Diparo em todas as direcções e espero um sorriso e um abraço como os teus. Mesmo que depois de uma birra, uma discussão. &lt;br /&gt;Desta vez faço melhor, estou cada vez menos cuidadosa. Escolhi - ou escolheram-me, é um facto - dois caminhos. Coisas inocentes, lights, chitty chat mais que outra coisa. E eu vou por ali fora. Contente, que te ultrapassei, que já nem penso muito em ti, que estás longe e o posso dizer com segurança... um dia destes. &lt;br /&gt;Mas são duas metades de ti. Ou nem isso, é pior: uma metade de ti e um oposto. E eu hesitante entre uma - a que és tu, e na verdade nada recomendável nas parecenças, que só brinca comigo, mesmo quando sou uma besta; e hoje dei-lhe um chuto. Depois a metade que nada tem a ver contigo, que eu gostava que me levasse para mais longe de ti, e que é uma brasa, que me tresanda a traumas, defesas e ataques por causa dessas feridas, e mesmo assim eu podia ser tão feliz nem que por uns dias. Até já lhe descobri um ponto fraco... que era o teu. De fraco tem pouco e já me fez perder a cabeça outra vez. &lt;br /&gt;E em dias como hoje, dou comigo à tua procura em todo o lado. Sem caminho nenhum para seguir, para me distrair que seja, só te procuro. Voltas e mais voltas que não dão em nada porque tu não estás e eu também não saberia que fazer agora se aparecesses. Mas procuro-te. Desoriento-me e só te procuro, porque só assim poderia tomar o meu rumo. Que - só nestes dias, espero - és tu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2543344798887084814?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2543344798887084814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/12/o-alcance-dos-caminhos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2543344798887084814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2543344798887084814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/12/o-alcance-dos-caminhos.html' title='O alcance dos caminhos'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4212878715051141763</id><published>2010-12-07T23:48:00.003Z</published><updated>2010-12-08T00:14:35.003Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ou da ciumeira enlouquecedora'/><title type='text'>O alcance da possessividade</title><content type='html'>Per-co a cabeça. &lt;br /&gt;Qual leoa, marco um alvo. Farejo-lhe o passos, topo-lhe os gostos, adivinho-lhe as curvas e apanho-o sem que espere. Impressiono. Sei fazer isso lindamente. E gosto. E gosta. Faz parte do meu show.&lt;br /&gt;Fico doente se na minha caça, se atravessa a mais mansa criatura. É irracional e não me importa que o seja. É assim, e não é de outra maneira.&lt;br /&gt;Podem acontecer duas coisas: ou me desinteresso. Mas isso só acontece, se a coisa não estiver já a meio caminho. Ou me enfureço, deito as garras de fora e deixo-a desfigurada. Pela calada, puxo-a do caminho e desfaço-a. Volto ao meu caminho. &lt;br /&gt;Para que se metem estas gajas? Por um bocadinho de atenção. Sem jogo, sem nada. Perco a cabeça, vou de cabeça, amigas ou não. Sim, amigas ou não. Perco a cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4212878715051141763?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4212878715051141763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/12/o-alcance-da-possessividade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4212878715051141763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4212878715051141763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/12/o-alcance-da-possessividade.html' title='O alcance da possessividade'/><author><name>Sweet Jane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10961490901597009776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_tVQsUS3dBLk/TPGxMEIkiqI/AAAAAAAAAAM/o-7JUr-fnu0/S220/04-Barbarella-Jane-Fonda-Getty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5358350831137493219</id><published>2010-12-06T22:59:00.001Z</published><updated>2010-12-06T23:02:04.724Z</updated><title type='text'>O alcance de uma ervilha</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sou Elvira. A que não se nomeia quando se joga ao stop. E de Eva, de Elena e de Elsa, mas nunca de Elvira, Elvira não-princesa, antes ervilha no fundo da própria cama. Sou Elvira, apenas mais uma, Elvira de voz a(gora) sumida. Sou Elvira de nome antigo, de cara que se quer sempre nova, de palavra remendada em crise moderna. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou uma Elvira, em suma. (a uma, a uma, a uma). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5358350831137493219?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5358350831137493219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/12/o-alcance-de-uma-elvirlha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5358350831137493219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5358350831137493219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/12/o-alcance-de-uma-elvirlha.html' title='O alcance de uma ervilha'/><author><name>Elvira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12499047355546975546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4788422227910434480</id><published>2010-11-28T02:00:00.001Z</published><updated>2010-11-28T02:00:00.764Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yemanjá'/><title type='text'>o alcance da outra</title><content type='html'>&lt;p&gt;É infinito? Ou apenas patético, na sua tentativa de estabelecer posições há muito perdidas? Será que ela não sabe (ou não quer saber) o êxtase que te dei tantas vezes, a cumplicidade que temos, o teu olhar que diz tudo e me despe, a reacção da pele do teu pescoço que se arrepia com o toque, com a respiração, até com a intenção? Sabe.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4788422227910434480?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4788422227910434480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-da-outra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4788422227910434480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4788422227910434480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-da-outra.html' title='o alcance da outra'/><author><name>Yemanjá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613316639589524711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_SgAHAayEAms/TOk9G_MNh6I/AAAAAAAAAAM/yQ0g1SkTrPM/S220/concha%2Bpreta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5007008141460417430</id><published>2010-11-28T01:46:00.002Z</published><updated>2010-11-28T01:47:34.699Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yemanjá'/><title type='text'>o alcance do que não se adivinha</title><content type='html'>&lt;p&gt;E agora? Como se escreve sobre aquilo que não se sabe? Que não se entende? Que só se sente e de que se sabe apenas que tem de estar certo porque o sinto certo? Porque a sinto certa? Sim, que ela encaixa em mim como um anel num dedo. Ela está certa em mim. Eu é que não estava em muita coisa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5007008141460417430?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5007008141460417430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-do-que-nao-se-adivinha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5007008141460417430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5007008141460417430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-do-que-nao-se-adivinha.html' title='o alcance do que não se adivinha'/><author><name>Yemanjá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613316639589524711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_SgAHAayEAms/TOk9G_MNh6I/AAAAAAAAAAM/yQ0g1SkTrPM/S220/concha%2Bpreta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5069946338124625068</id><published>2010-11-27T02:29:00.002Z</published><updated>2010-11-28T01:40:59.157Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yemanjá'/><title type='text'>o alcance dos pontos cardeais</title><content type='html'>&lt;p&gt;Retornos à casa de partida. Círculos infinitos, viciosos. Montanhas russas. Tudo velho, gasto, déjá vu. Cansaço primordial como se carregasse o mundo às costas. Fome de amor. Fastio de migalhas dadas em rebates de consciência. Doenças, presenças a mais, ausências a menos. Farta, farta, farta. De mim própria e do que me tornei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5069946338124625068?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5069946338124625068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-dos-pontos-cardeais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5069946338124625068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5069946338124625068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-dos-pontos-cardeais.html' title='o alcance dos pontos cardeais'/><author><name>Yemanjá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613316639589524711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_SgAHAayEAms/TOk9G_MNh6I/AAAAAAAAAAM/yQ0g1SkTrPM/S220/concha%2Bpreta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4760056578254635231</id><published>2010-11-22T00:04:00.002Z</published><updated>2010-11-28T01:41:13.787Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yemanjá'/><title type='text'>O alcance de procrastinar</title><content type='html'>&lt;h5&gt;Vou tratar do meu coração depois, ainda não sei o que fazer com a parte que era tua.&lt;/h5&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4760056578254635231?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4760056578254635231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-de-procrastinar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4760056578254635231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4760056578254635231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-de-procrastinar.html' title='O alcance de procrastinar'/><author><name>Yemanjá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613316639589524711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_SgAHAayEAms/TOk9G_MNh6I/AAAAAAAAAAM/yQ0g1SkTrPM/S220/concha%2Bpreta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1716090833964182576</id><published>2010-11-21T19:17:00.002Z</published><updated>2010-11-28T01:41:22.731Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yemanjá'/><title type='text'>o alcance do que estava escrito</title><content type='html'>&lt;p&gt;Sabes?… Amei primeiro a ideia de ti, antes de outra coisa qualquer, anos – sim, anos – antes de te conhecer. Não tinha provas da tua existência, mas não duvidei dela nem por um segundo: tinhas de existir, se eu já te amava. Amei-te pelo que sabia que serias, tudo o que é bom e mau em ti, e forte e fraco, e transparente e opaco, e se confirmou ao pormenor. Já nessa altura soube que ias ser um caso sério e que subiria aos céus contigo por um breve tempo, mas que depois desceria ao inferno de nunca te ter completamente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1716090833964182576?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1716090833964182576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-do-que-estava-escrito.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1716090833964182576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1716090833964182576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-do-que-estava-escrito.html' title='o alcance do que estava escrito'/><author><name>Yemanjá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613316639589524711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_SgAHAayEAms/TOk9G_MNh6I/AAAAAAAAAAM/yQ0g1SkTrPM/S220/concha%2Bpreta.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5910342752850719554</id><published>2010-11-19T01:34:00.000Z</published><updated>2010-11-28T01:35:45.343Z</updated><title type='text'>O alcance do foda-se</title><content type='html'>o pior de tudo, o pi-or, é quando uma gaja se nos atravessa à frente. Eh pá... não quero saber se estava a demorar, se estava a ser delicodoce ou 8 year old like. Estava a ser, fosse como fosse, e a gaja sabia. Ela ouviu um ou outro risinho a comentar que giro que ele é, viu o interesse, o cerco pueril, as brincadeiras e bocas.&lt;br /&gt;Muito pior, é considerar-se esta pessoa amiga. E até é, mas nas horas vagas, entretem-se com isto. Há porcarias que se vão aprendendo com a idade. Uma, para mim é que tenho amigas - poucas - a cem por cento, outras menos. O resto não são amigas. As menos, são poucas, raras. Pessoas capazes da melhor companhia, consigo ver que davam o que fosse preciso por mim, mas depois, por uma questão de ego, me tiram o tapete - que é como quem diz o flirt - debaixo dos pés. Não são amigas, pois não. E o resto, onde se enfia? As gargalhadas, as privates, o entendidmento inegável?&lt;br /&gt;Viu, sabe e cala. A seguir que faz? Atropela-me só para ter atenção. Não, não estou a falar de roubar nada, nem sequer é por aí. Antes fosse. Falo de iniciar conversas banais, de gostos comuns, e ter alguma atenção. Depois vem o espectáculo triste de anunciar "ele comigo, é impecável, é um querido" quando trocaram duas ou três impressões sobre vampiros, ou guitarradas. E aquele "ele comigo" a ecoar-me, mais tempo que o permitido por lei, na cabeça. É a irracionalidade (essa é outra) a que chego em início de flirt, qualquer coisa me põe as garras de fora. São intímos porque ouvem a mesma trampa? Não me lixem. Sim, ao contrário do Rui Veloso, eu acho que se ama alguém que não ouve a mesma canção. Se me faz rir e alcança o que é preciso, pode ouvir ferrinhos, quero lá saber.&lt;br /&gt;E eu? Eu não desisto, mas ainda me chego um pouco para o lado. Com ela finjo que não percebo, e a ele quase lhe cuspo em cima. Ninguém pode perceber, e eu, cada vez mais fula, atiro tudo ao ar.&lt;br /&gt;Foda-se... não consigo ficar indiferente a esta deslealdade. Não consigo, e é uma merda. O foda-se tem alcance, quando nunca o uso em público e de repente me sai, sentido: "foda-se..."&lt;br /&gt;Etiquetas: se isto fosse o sapo hoje sentia-me Barbarella&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5910342752850719554?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5910342752850719554/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-do-foda-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5910342752850719554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5910342752850719554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/11/o-alcance-do-foda-se.html' title='O alcance do foda-se'/><author><name>Sweet Jane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10961490901597009776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_tVQsUS3dBLk/TPGxMEIkiqI/AAAAAAAAAAM/o-7JUr-fnu0/S220/04-Barbarella-Jane-Fonda-Getty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6856802523850074559</id><published>2010-09-15T15:11:00.002+01:00</published><updated>2010-09-15T15:17:47.768+01:00</updated><title type='text'>o alcance dos turn offs</title><content type='html'>estava aqui a entrar no meu local de trabalho e vi um rapazinho à frente do carro. "este até marchava, deixa ver" - pensei eu - pele morena, penteado aceitável, camisa rosa, calças normais...mas o que é aquilo nos pés? mocassins tipo tods sem meias? esquece lá isso. &lt;br /&gt;tods em pés de homem, escrever com erros ortográficos ou lols a meio de uma frase são turn offs completamente inultrapassáveis. &lt;br /&gt;até porque estou apaixonada por ti, que não usas nada disto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6856802523850074559?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6856802523850074559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-dos-turn-offs.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6856802523850074559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6856802523850074559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-dos-turn-offs.html' title='o alcance dos turn offs'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2994484161189494715</id><published>2010-09-14T11:54:00.003+01:00</published><updated>2010-09-14T11:59:46.282+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só mais este'/><title type='text'>O alcance do incansável</title><content type='html'>Imagino-me numa multidão reconhecendo-te a voz. Estou mais para a frente e num impulso - que mais tarde me fará remoer horas, dias - volto-me para te ver. Era a tua voz e eu, anos depois, ainda a soube conhecer no meio de tantas. Outras vezes é o ver-te passar na rua. Ver-te bem, e tu nunca me veres. Tortura. Não gosto destes cenários e de vez em quando torturo-me com eles.&lt;br /&gt;O contrário é que sim. Desfilo com boas botas, cabelo decente e cara civilizada, e tu parado no trânsito, dentro de um escritório, vês-me e sentes-me a falta. E eu não sei, nem saberei.&lt;br /&gt;Queria que me reconhecesses a gargalhada em vez da voz. Desta vez, eu atrás, tu na frente. E eu a rir. Num segundo, ouves, viras-te e confirmas-me. E eu penso "Banzai!", que em sonhos penso japonês (ou sic, já não sei). E tu com a cara de tacho com que tinha eu ficado antes: "ah és mesmo tu e eu não queria estar a olhar para ti". Só que olhar descaradamente nunca foi problema para ti. A gargalhada, essa é que queria que me ouvisses. E se eu tenho rido! Não, não ía dizer "mas eu não rio...", que pensavas? Por favor, não afectas isso tudo. Já não. E eu não troco rir por ti. Já não. &lt;br /&gt;Mas continuo a querer que me vejas e tenhas saudades. Mesmo que eu nunca o saiba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2994484161189494715?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2994484161189494715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-do-incansavel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2994484161189494715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2994484161189494715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-do-incansavel.html' title='O alcance do incansável'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-896158605785659480</id><published>2010-09-10T10:28:00.001+01:00</published><updated>2010-09-10T10:29:51.072+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspiro'/><title type='text'>O alcance da criação</title><content type='html'>Não sei o que se passa comigo, nem eles, os personagens que outrora tanto me atemorizaram ao ponto de me fazerem passar noites a fio a escrever as suas histórias sórdidas e por vezes mórbidas. Ontem ainda vivia aterrorizada pelas vozes que ouvia e que me enchiam a cabeça até me deixarem disfuncional para todas as rotinas diárias excepto essa, de lhes escrever as angústias e os terrores, os desejos e os amores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi tanto durante tanto tempo, canalizei tanta coisa que hoje me sinto esgotada, paralisada. Ainda escrevo, muito pouco, mas nada a ver com a explosão orgásmica de outrora. Não tenho saudades desse tempo, e os personagens ainda lá estão, só que já não os sinto da mesma forma. Falam comigo e eu rio-me deles e já acho tudo banal (&lt;em&gt;Gostas de sexo? Nada de especial! Fodes mulheres? Nada de especial! Fodes criancinhas ou animais? Nada de especial! Fodes cadáveres? Nada de especial! Queres atirar-te do prédio mais alto que encontrares porque achas que sabes voar? Nada de especial!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terei perdido o medo (&lt;em&gt;de foder, de morrer&lt;/em&gt;)? Seria esse o meu maior (e único) impulso para a escrita? De onde me vinha tamanha ânsia, tamanho frenesim? Os personagens acotovelam-se e sussurram e olham tristemente para aquela que já não é a mesma de antes. Não sei se um dia voltarei a esse complexo esplendor, tornei-me amorfa (&lt;em&gt;insensível&lt;/em&gt;) à dimensão humana de tudo aquilo que criei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-896158605785659480?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/896158605785659480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-da-criacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/896158605785659480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/896158605785659480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-da-criacao.html' title='O alcance da criação'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-7778170431996554531</id><published>2010-09-06T20:33:00.005+01:00</published><updated>2010-09-06T20:57:35.093+01:00</updated><title type='text'>o alcance da cegueira</title><content type='html'>É tão mais fácil escondermos-nos das imagens que os nossos comportamentos possam transmitir aos outros do que olhar para o espelho e reconhecer que errámos. De repente, num belo dia, percebemos que alguém pensa que somos assim ou assado e, essa imagem, afinal não era a que queríamos que alguém guardasse, que nos pintassem, assim de rosto desvairado, cabelo desgrenhado e cara esborratada, mas foi essa a imagem que ficou, naquele momento em que dissemos o que não queríamos, cegas que estávamos de ódio, que espumávamos da boca como cadelas enraivecidas, dissemos barbaridades e mordemos em quem nos levou àquele estado de loucura temporário, absortas que estávamos em deitar cá para fora toda a frustração que nos corroía os ossos e nos esmagava as entranhas, nunca nos passando pela cabeça a imagem que os outros gravavam. Quando olhamos finalmente para nós, através dos olhos de quem nos viu naqueles preparos, não imaginamos, sequer, o quão ínfimo é o que vemos. Os outros, os que assistiram, guardam-nos ampliadas, com a voz amplificada a níveis de histeria de uma verdadeira alucinada antes da medicação diária. A vergonha da nossa própria figura deveria ser a linha que nos separa de repetições constantes da mesma figurinha, mas não, é mais fácil tentar enganar[mos-nos] os outros com a  velha desculpa de que lhes fizeram a cabeça. &lt;i&gt;Afinal aquele episódio em que te agredi fisica e psicologicamente foi fruto da tua imaginação e de uma alucinação colectiva de quem soube dele. Se me vês como louca, vês mal, sempre te disse que devias procurar um oftalmologista, ou quem sabe um neurologista, o louco aqui não sou eu, olha lá para mim e vê se tenho ar de louca. Isto? Ah... estava a cortar a carne. Achas mesmo que te estava a apontar uma faca?&lt;/i&gt;&lt;div&gt;Depois alisamos ao espelho os cabelos desgrenhados, limpamos a espuma do canto da boca e achamos que estamos com olheiras, tudo o resto um pesadelo que sacudimos para debaixo do tapete e esperamos que ninguém o levante e veja a merda que andamos a esconder, principalmente de nós próprios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-7778170431996554531?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/7778170431996554531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-da-cegueira_1217.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7778170431996554531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7778170431996554531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-da-cegueira_1217.html' title='o alcance da cegueira'/><author><name>Michelle</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5105338339161714229</id><published>2010-09-06T14:29:00.003+01:00</published><updated>2010-09-06T14:32:28.328+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mil vezes isto a nunca saber o que é'/><title type='text'>O alcance das Biancas</title><content type='html'>Um dia destes, fui atrás de um link: blogger que visito convidada em blog alheio, e eu atrás do apelo. Adiante, o post era crú e eficaz: a fidelidade, os amores mortos, matados, e o terceiro, o estranho, que desperta e ajuda em caso de marasmo.&lt;br /&gt;Já vimos isto, não foi? Porventura, já o vivemos. Umas já ajudámos, outras já fomos ajudadas, outras ainda, nada, mas vivemo-lo. Se é bom? Não é o que nos ensinam, isso sei. Mas o que nos ensinam é uma demo do que vem a ser a vida, portanto esta é só mais uma. Não é o ideal, mas o ideal vai-se fazendo. Teorias são para os inertes, que se deixam ficar a ver passar o mundo.&lt;br /&gt;O que interessa, o que me ficou, foi que na caixa de comentários fui a única a chegar onde o post chegava - o alcance, lá está -, tudo o resto de desfazia em tretas convencionais "vai desculpar-me, mas amor não é isso", "traição é traição" e outras cordelices saídas das Biancas e Arlequins. Não era de amor que se falava. Ou era, mas por quem o vive e sabe o que pode acontecer. Ou então, refugiados nas Samantas, não o sentem, nem vêem. Comentei, fui atendida "nós cá sabemos, não é?". E é.&lt;br /&gt;E outra vez, a frase de uma amiga de muito tempo, aos vinte anos a concluir: "Abóbora, - ora abóbora, que me ía saindo o meu nome - as bimbas é que são felizes".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5105338339161714229?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5105338339161714229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-das-biancas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5105338339161714229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5105338339161714229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/09/o-alcance-das-biancas.html' title='O alcance das Biancas'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3188237348386730850</id><published>2010-08-26T12:29:00.002+01:00</published><updated>2010-08-26T12:32:38.417+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mais um caroço cuspido'/><title type='text'>O alcance dos erros</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(On why we should have stayed fuck buddies)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei bem que os erros se pagam e que mais cedo ou mais tarde temos que enfrentar as decisões e opções que tomámos e mais do que tudo responsabilizarmo-nos por tudo o que daí advém. E sabermos assumir sem culpabilização para seguirmos em frente sem ficarmos presos a um passado que não passa duma pedra cujo peso depende apenas do quanto nos fica colado no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei porque decidi aceitar os teus pedidos constantes para que iniciássemos uma "relação". O sexo era bom, infelizmente muitos dos meus erros começaram por aí porque confundo muito as coisas. Achei que o sexo era mais do que suficiente para cobrir todas as outras dimensões que te faltavam. E talvez tivesse ficado lisonjeada pela atenção tanta que me dispensavas e achei que sim, que talvez fosse uma boa ideia deixarmos definitivamente de lado os nossos encontros sexuais ilícitos para adquirirmos essa tal estabilidade que a palavra "relação" prometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em boa verdade não era só o sexo, tu eras uma pessoa extraordinariamente inteligente e eu adoro bons intelectos. Invariavelmente as nossas conversas enveredavam por caminhos tórridos que nos deixavam à beira do orgasmo, que se cumpria sempre com uma eficácia brutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas vieram depois porque a nossa "relação" implicou que eu abdicasse do meu espaço, numa invasão de "tralha" para a qual não estava preparada e que me deixou em estado de choque. Admitiste finalmente querer partilhar muito mais do que um intelecto fortemente erótico e o suor do teu tesão. E depois querias saber o que eu achava, o que eu pensava, o que faria eu no teu lugar. Querias que assumisse a tua "tralha", que me co-responsabilizasse por ela, que te ajudasse a "arrumar a casa"! E eu que não sou tua mãe, nem tua irmã, nem sequer muito tua amiga entrei em parafuso e acho que sim, que te dei um desgosto daqueles de partir o coração em mil bocadinhos sem saber se haverá reparação possível para tamanho estrago. E durante um tempo ainda aguentei as tuas recriminações porque carregava um sentimento de culpa por te ter "enganado" ao aceitar-te da forma como o fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi-te mil vezes desculpa, nunca me perdoaste (provavelmente com razão). Até que um dia peguei nesse sentimento feito pedra e atirei o mais longe possível, para bem longe daquilo que hoje sou e tenho. Risquei-te como mais um dos meus erros e se agora te voltei a mencionar é apenas como alívio temporário de um certo incómodo que de quando em vez me assola, como um caroço de cereja regurgitado contra uma parede ou como uma espinha que atravessa o goto para ser cuspida contra uma folha de papel em branco. Caía bem dizer que gostava de saber se estás bem, mas na realidade estou-me nas tintas porque espero sinceramente não voltar a ver-te nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3188237348386730850?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3188237348386730850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/08/o-alcance-dos-erros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3188237348386730850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3188237348386730850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/08/o-alcance-dos-erros.html' title='O alcance dos erros'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3261625333371672704</id><published>2010-08-22T22:40:00.001+01:00</published><updated>2010-08-22T22:42:20.247+01:00</updated><title type='text'>Onde andam os iguais ?</title><content type='html'>Passei o dia a matutar nisto e não ía conseguir ir dormir sem vomitar a treta da reflexão e da pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me a mim que metade dos gajos andam à procura de uma mãe, e a outra metade à procura de quem controlar facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de errado em se ter ao lado alguém que seja um igual, em vez de alguém que se considera de uma forma ou de outra superior ou inferior ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3261625333371672704?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3261625333371672704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/08/onde-andam-os-iguais.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3261625333371672704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3261625333371672704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/08/onde-andam-os-iguais.html' title='Onde andam os iguais ?'/><author><name>A Outra Eva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03656671763801479586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-7649614506645903595</id><published>2010-08-09T10:05:00.005+01:00</published><updated>2010-08-09T11:24:44.770+01:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Tudo de férias, certo? Bom, eu gosto de trabalhar em Agosto. Vá... trabalhar entre aspas, pronto. Entre umas e outras (aspas) que lá vai mais uma historinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega-me um dia o gajo a casa (à minha) e diz que vai sair de casa (da dele, claro). Que até já andou a ver anúncios na net, gosta do bairro onde mora, que fica a uns dez minutos do gabinete dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os devaneios assaltam-me logo toda (opá, que querem ? eu prefiro continuar a sonhar e depois dar uns enormes trambolhões do que simplesmente apagar a esperança da minha vida). Saltamos os dois para o computador e vemos casa atrás de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, já vai para dois anos que estamos "juntos" (mmm.... este post está cheio de aspas por todos os lados, enfim). Das 6 da tarde às 9 da noite, durante a semana, é certinho. De vez em quando, ele simplesmente não vai ao gabinete (privilégios das profissões ditas liberais) e eu fico "doente" e não vou trabalhar. São dias que passamos na cama, a rir e a conversar, a fazer amor e planos para o futuro. Escolhemos mobílias, falamos sobre os filhos que ainda vamos ter juntos, inventamos nomes para os dois gatos que hão-de dormir na nossa cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 7 da tarde (em ponto), a legítima manda a habitual mensagem a perguntar a que horas chega, para ter o jantar na mesa. A cada dia, ele responde "lá pelas 9 e tal". Eu sei que às 8:50 ele vai começar a vestir-se, nem preciso de lhe adivinhar o suspiro. Também sei que dez minutos depois de me ter deixado, já me enterrou naquela parte do subconsciente que ela não consegue ler. Mais ainda, sei que depois do jantar ele terá "trabalho a fazer no computador" enquanto ela fica na sala a ver as telenovelas umas atrás das outras. O trabalho... sou eu, no chat, na webcam, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias mais tarde, o desentusiasmo. Eu tinha continuado à procura da tal casa. Um amigo dispunha até de dois espaços para alugar, e eu pergunto-lhe se quer marcar para "irmos" ver (sim, já reparei, este post está cheio de aspas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira resposta foi o olhar distante. A segunda, as palavras que lhe saem da boca "não vale a pena apressar nada, ainda é só algo em que ando a pensar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para casa mais cedo, claro. Nesse dia não houve "serão". Para quê ? Por mim, nada mais havia para dizer ou fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele volta, eu sei. Volta quando precisar de falar novamente, afinal eu sou a sua "melhor amiga", a "pessoa que melhor o conhece no mundo" (pois, tantas tantas aspas). Também sei que o hei-de aceitar de volta, uma e outra vez. Até me fartar de vez. Porque hei-de lá chegar, um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse dia, quando eu deixar de lhe abrir a porta, só porque já não me apetece nem quero saber, há-de ele acordar. É sempre assim, acordam sempre tarde demais. Mas agora que sei exactamente o que isto é, descobri que jamais viveremos juntos nem concretizaremos sonho nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque EU não quero viver com uma pessoa assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-7649614506645903595?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/7649614506645903595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/08/ferias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7649614506645903595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7649614506645903595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/08/ferias.html' title='Férias'/><author><name>A Outra Eva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03656671763801479586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-7103686618956290195</id><published>2010-07-22T12:52:00.002+01:00</published><updated>2010-07-22T13:15:11.925+01:00</updated><title type='text'>E aturar as ciumeiras ?</title><content type='html'>Diz o gajo que é casado vai para mais de vinte anos. Diz o gajo que desde que a filha mais nova nasceu, ele e a mulher simplesmente co-habitam, um abraço fugidio aqui, outro ali. Eu vou acenando com a cabeça, como se compreendesse e acreditasse em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreendo. Não acredito. Mas faço de conta que sim, e depois dos desabafos o sexo é óptimo, há que admiti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último cigarro partilhado e lá vai ele, ao encontro do resto da vida de que não faço nem quero fazer parte. Aproveito para comer e ligo o portátil, faço a ronda habitual pelos mails, facebook, twitter, blogs, respondo a um comentário aqui, fico a pensar em posts que tenho que escrever mas estão ainda a amadurecer cá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio a devanear sobre um texto quase já todo escrito na minha cabeça, poiso o portátil ao lado e acendo a televisão. Apanho a série "Ossos", yay, é uma das minhas favoritas !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dou por mim, são oito e meia da manhã e adormeci tal como estava. No portátil ainda ligado, tenho dez chamadas por atender no skype e quatro mensagens muito pouco simpáticas. No telemóvel, outras três chamadas não atendidas e um sms. Aparentemente "estive no skype". Com outra pessoa, claro. E não lhe atendi chamadas nem liguei nenhuma, o que aparentemente resultou num enorme ataque de paranóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda aqui há dias, só mesmo para picar, lhe perguntei se ele teria ideia do que andaria a legítima a fazer naquele preciso momento. A resposta, foi um encolher de ombros indiferente e algo como 'não quero nem saber'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou acordando, apagando tudo clique a clique e fico a matutar no drama todo que se desenrolou enquanto eu dormia calmamente. Envio de volta um sms que diz apenas "huh?". Não tenho bem a certeza se quero continuar a ser actriz neste filme. Se a mim não me pesa a consciência, não tenho que levar com os pesos das dos outros, certo? Engraçado isto, de não conseguirmos fugir à nossa subjectividade e corrermos a julgar a Outra pela nossa própria bitola de adúltero...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-7103686618956290195?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/7103686618956290195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/e-aturar-as-ciumeiras.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7103686618956290195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7103686618956290195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/e-aturar-as-ciumeiras.html' title='E aturar as ciumeiras ?'/><author><name>A Outra Eva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03656671763801479586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4454537048992303735</id><published>2010-07-21T00:33:00.005+01:00</published><updated>2010-07-21T00:47:01.825+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com acaso ou sem acaso: um dia realizo todos os meus sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e podiamos ficar caladas? poder podiamos...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedaços de vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Visto cá de cima</title><content type='html'>O meu nome é Eva. Mas podem tratar-me apenas por "A Outra", se quiserem. Claro que de tempos em tempos cada uma de nós é A Outra na vida dos gajos com quem vamos estando. Porque existem outras prioridades, pessoais ou profissionais, é claro. E na realidade, muitas vezes eles também descem uns pontos nas nossas próprias prioridades e passam a ser eles O Outro que empata e nos limita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, contudo, eu sou realmente A Outra. Sou o serão no escritório, o projecto que tem que ser entregue dentro do prazo, a súbita reunião no estrangeiro que calhou em tão má hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fiquem descansadas, não vim com o objectivo de vos contar nenhuma história de fazer chorar as pedras da calçada. Achei apenas que seria útil poder proporcionar uma perspectiva diferente. Sei lá, pode até ser que vocês desse lado, as legítimas esposas, começem a olhar-nos de outra forma e se apercebam de quanto acabamos por vos facilitar a vida :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, vai ser assim: estórias e historietas, umas engraçadas, outras nem tanto. Todas baseadas em factos reais e vividas por quem tem, pelos vistos, vocação inata para se meter com esse gajo com quem são casadas, com quem vivem, para quem vivem, seja o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto em breve com a primeira. Até lá... descontraiam e aproveitem as férias tanto quanto possível, sim ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4454537048992303735?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4454537048992303735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/visto-ca-de-cima.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4454537048992303735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4454537048992303735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/visto-ca-de-cima.html' title='Visto cá de cima'/><author><name>A Outra Eva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03656671763801479586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3246562280411796834</id><published>2010-07-13T09:58:00.002+01:00</published><updated>2010-07-13T10:09:10.565+01:00</updated><title type='text'>o alcance do ego</title><content type='html'>tenho um amigo que é a pessoa mais egoísta que conheço. mas por ser católico e amigo de padres diz à boca cheia "somos todos tão egoístas". como se a mera noção de o ser o tornasse menos virado para si próprio. somos tão egoístas e tudo a ficar na mesma somos tão egoístas e um encolher de ombros um risinho somos tão egoístas, uns tontos nós, que maçada a natureza humana. &lt;br /&gt;és assim também, virado para o teu ego como um espelho gigante onde reflectes os outros. e talvez não fosse tão devastador senão tivesses antes de ti uma série deles que não foram assim, senão tivesses do lado oposto do campo um que não é assim. nesse caso, mesmo ele sendo assim, mais feio, menos interessante, menos excitante e até - atrevo-me a dizer - pior na cama, tu perdes e ele ganha. temos pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3246562280411796834?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3246562280411796834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/o-alcance-do-ego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3246562280411796834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3246562280411796834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/o-alcance-do-ego.html' title='o alcance do ego'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8386187890829418721</id><published>2010-07-08T15:59:00.002+01:00</published><updated>2010-07-08T16:05:31.466+01:00</updated><title type='text'>o alcance do inalcançável</title><content type='html'>também eu meu caro pensei que quando me apaixonasse iria ser tudo maravilha passarinhos a cantar a vida atráves dos óculos cor de rosa e essa merda toda. lembro-me que um dia fiz um coração no status do facebook porque aprendi a fazer nesse dia corações e de alguém ter assumido que aquilo era uma declaração e eu ter de negar com o coração pesando quilos eu nunca me vou apaixonar. eram quilos de pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como era possível ter-me esquecido deste sentimento de insuficiência que acompanha estas coisas? do coração a pesar quilos do não me liga não gosta de mim não quer saber no matter what. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há maneira é isso fofo. não há maneira de fugir à infelicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8386187890829418721?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8386187890829418721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/o-alcance-do-inalcancavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8386187890829418721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8386187890829418721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/07/o-alcance-do-inalcancavel.html' title='o alcance do inalcançável'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5235500947791102223</id><published>2010-06-22T15:44:00.002+01:00</published><updated>2010-06-22T15:54:27.038+01:00</updated><title type='text'>o alcance dos códigos</title><content type='html'>às vezes acho que o problema é a nossa comunicação ser cifrada. &lt;br /&gt;não temos culpa de ser pessoas que não gostamos de falar com as palavras todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;receber uma mensagem que diz só &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tá boa? &lt;/span&gt;e ter de assumir que lá está escrito &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o que fizeste hoje?&lt;/span&gt; ouvir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;foi bom falar consigo este bocadinho&lt;/span&gt; e imaginar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou cheio de saudades tuas porque não te vejo desde domingo e ainda me faltam dois dias inteiros para te voltar a ver&lt;/span&gt;. ouvir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ah não sei bem quando volto&lt;/span&gt; e pensar que o que estava por trás era &lt;span style="font-style:italic;"&gt;embora possa ficar fora duas semanas vou ficar só uma&lt;/span&gt;. ouvir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gosto de estar consigo&lt;/span&gt; e pensar que era mesmo um disfarçado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;amo-te&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos outros dias todos penso que afinal o problema é eu ver códigos numa linguagem que é apenas linear e que diz aquilo que as palavras dizem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5235500947791102223?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5235500947791102223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-dos-codigos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5235500947791102223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5235500947791102223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-dos-codigos.html' title='o alcance dos códigos'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-206324073426914858</id><published>2010-06-16T10:11:00.002+01:00</published><updated>2010-06-16T10:26:44.980+01:00</updated><title type='text'>o alcance da simplicidade</title><content type='html'>&lt;img src="http://c0573862.cdn.cloudfiles.rackspacecloud.com/1/0/128/373871/_MG_0440amagtiff_ds1_3.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para a fotografia acima. É apenas um fruto mas sabes tu a quantidade de milhões de anos que foram necessários para chegar a esta forma? Imaginas quantos ficaram pelo caminho, por não possuirem um sistema de transporte de alimentos suficientemente perfeito, por não terem uma forma que se adaptasse com exatidão à sua função de fruto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós não nos é exigido tanto, é tudo muito mais simples. Se errarmos, a grande maioria das vezes, poderemos corrigir esse erro. Se não conseguirmos poderemos sempre seguir caminho sem cometer o mesmo erro porque é para isso que servem os erros. Para ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós não nos é pedido que sejamos perfeitos. Apenas que arrisquemos. Se nem isso queres fazer, pois paciência. Há caminho à nossa frente para seguir. Vários aliás. Aprendamos com o nosso erro. Eu a não insistir no que está estragado. Tu a...qualquer coisa que não me interessa minimamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-206324073426914858?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/206324073426914858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-da-simplicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/206324073426914858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/206324073426914858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-da-simplicidade.html' title='o alcance da simplicidade'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5282923993692985935</id><published>2010-06-08T10:10:00.002+01:00</published><updated>2010-06-08T10:15:33.990+01:00</updated><title type='text'>o alcance dos sentimentos</title><content type='html'>O Pedro diz &lt;a href="http://setesombras.blogspot.com/2010/06/contra-o-amor-romantico.html"&gt;&lt;em&gt;O maior inimigo da amizade é o amor. &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior inimigo do amor é a vida. São os dias. As noites. Os amigos. Os filhos. As casas. Os carros. O trânsito. Os dias de sol. A chuva. Os dias bons. A doença. A tristeza. O dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor já tem tudo contra ele à partida. Portanto se a amizade tiver apenas um inimigo, terá grandes hipóteses de sobreviver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5282923993692985935?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5282923993692985935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-dos-sentimentos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5282923993692985935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5282923993692985935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-dos-sentimentos.html' title='o alcance dos sentimentos'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6948493952068561465</id><published>2010-06-07T22:42:00.001+01:00</published><updated>2010-06-07T22:43:04.964+01:00</updated><title type='text'>o alcance da tranquilidade</title><content type='html'>tranquilidade. passamos metade da vida a fugir dela e a outra metade à procura dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6948493952068561465?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6948493952068561465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-da-tranquilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6948493952068561465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6948493952068561465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-da-tranquilidade.html' title='o alcance da tranquilidade'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-188783887684071128</id><published>2010-06-02T18:45:00.003+01:00</published><updated>2010-06-02T18:50:39.937+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cherry cherry boom boom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bad romance'/><title type='text'>O alcance das cerejas</title><content type='html'>Saiu de casa sem saber se havia de voltar atrás para lavar aquela mão mas decidiu continuar. Sorriu satisfeito porque afinal após tanta conversa (mero paleio, palavras sem propósito, palavras caídas) bastou um olhar para que ali mesmo, no meio dos destroços, ela se desfizesse em gemidos sensuais que se lhe enrolaram à pele criando-lhe o maior tesão de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha chegado há escassas horas atrás, cheio de pressa e já levando um atraso significativo para mais uma reunião com aqueles clientes que nunca estão certos que o negócio será o melhor das suas vidas. Entre ensaios de argumentos prontos a esgrimir deparou-se com a mulher acabada de sair do banho, ainda molhada e quente, a comer cerejas na cozinha. Não soube bem porquê, já não sentia aquele formigueiro desde que ela lhe tinha dito que estava tudo acabado entre eles, que estava farta das suas longas ausências. Distraidamente serviu-se de um copo de água gelada, porque estava mesmo cheio de pressa e precisava de manter a lucidez para a reunião que se seguia. Balbuciou mais um "hoje venho tarde..." enquanto ela comia as cerejas, saboreando-as, chupando-as, deixando escorrer-lhes o sumo por entre os dentes, sorvendo, absorvendo e esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acabou de beber a água, viu-a praticamente nua à sua frente, selvagem de repente, ela que sempre tinha primado por uma imagem de discrição acima de tudo e todos. Gritou-lhe, berrou, chorou, voltou à carga com todos os argumentos já mais que batidos entre ambos. Tinha a certeza que ele tinha uma amante, outra mulher que lhe satisfazia os caprichos e desejos. E estava de farta de esperar por ele, que um dia se dignasse a olhar para ela como fizera no início. Cheia de cerejas e farta de desespero, agarrou em tudo o que viu à frente e atirou... contra as paredes, contra o chão, contra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitou um momento de cansaço para se aproximar dela e agarrá-la pela cintura. Sem palavras, esgotadas, beijou-a com desejo e sentiu o calor à mistura com o aroma intenso das cerejas. Nunca na vida se lembrava que ela lhe tivesse cheirado assim e quando mais inalava mais perdido se sentia. Desfez-se das roupas que subitamente o aprisionavam causando-lhe uma falta de ar inesperada. Ela já estava à sua mercê, percebeu tão bem que ela precisava dum orgasmo tanto ou mais do que ele. De joelhos ela, submissa, e ele penetrando-a por trás, sentido um calor intenso subindo-lhe do sexo até aos olhos, à boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molhada, escorria, puro sumo de cereja à mistura com algo indescritível de bom, de inebriante, de puro e total descontrolo. Não queria vir-se nela, não queria ter que provar aquilo que era seu, preservando assim o sabor que dela escorria. Quando se sentiu, virou-se e aproveitou para regar as paredes com a força do seu jacto, uivando como se fosse a primeira vez que assim se esvaziava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continuava de joelhos ofegante, à espera da sua vez e ele não se fez rogado. Mantendo-a na mesma posição baixou-se o suficiente para poder finalmente saboreá-la, sentindo de novo o tesão a formar-se à medida que introduzia a língua no seu sexo molhado, quente, cheio de cerejas e mel. Sentiu-a fraquejar, gemendo, aproximando-se dele para que lhe pudesse tocar mais, dentro, fundo. Depois de saciado introduziu-lhe um dedo, depois outro, e sentiu o sexo dela a latejar por dentro. De olhos fechados e deixando-se guiar pelo instinto aplicou-se nas massagens que lhe fazia sentindo o fluxo aumentar por entre os seus dedos. De repente ouviu algo parecido com o estalar de um jarro de água e sentiu o esguicho molhando-lhe completamente a mão, deixando-o com um tremendo tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já era tarde e tinha que sair, levantou-se, vestiu-se e repetiu "hoje venho tarde..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Ela sentiu um ligeiro soluço a formar-se nas entranhas. Deixou-o subir e reparou que afinal era um caroço de cereja. Mais um, e outro. Cuspiu-os enojada. Mas vinham mais a caminho, prenúncio duma má disposição inadiável. Não devia ter comido tantas cerejas pensou, à medida que com o jacto que entretanto se formara varria as paredes que antes outros fluidos haviam regado...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-188783887684071128?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/188783887684071128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-das-cerejas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/188783887684071128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/188783887684071128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/o-alcance-das-cerejas.html' title='O alcance das cerejas'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-9215991009539420423</id><published>2010-06-01T00:15:00.002+01:00</published><updated>2010-06-01T00:35:38.441+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e podiamos ficar caladas? poder podiamos...'/><title type='text'>A inocência dos silenciosos</title><content type='html'>Ela cala-se, emudece, baixa a cabeça quase em vénia.  Ouve as palavras ditas em propositado descuido, escolhidas, parece-lhe, ao acaso, como que ali caídas nas mãos que se movem vagamente, na direcção de pardais que escondem o olhar -em vénia perante a migalha - que se podem assustar. Sim, há medo e migalhas à mistura e palavras caídas. Há anjos caídos, também, trespassados por setas cuspidas de corações furados. Há mãos em sangue das bicadas de pássaros inocentes. Há Alices que partem espelhos na cabeça de gatos que já deixaram de sorrir. Há o caçador e a mãe do cão. Há tempo a perguntar as horas ao tempo que passa. Há tantas coisas e nada é exactamente aquilo que não parece. São só palavras. Só palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-9215991009539420423?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/9215991009539420423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/inocencia-dos-silenciosos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9215991009539420423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9215991009539420423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/06/inocencia-dos-silenciosos.html' title='A inocência dos silenciosos'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2834270523448954433</id><published>2010-05-26T23:29:00.005+01:00</published><updated>2010-05-26T23:46:31.792+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criaturas más velhas feias e pirosas'/><title type='text'>O alcance dos perfis</title><content type='html'>Saltitando de perfil em perfil e já nem sei como, sinceramente, mas o mundo é tão, mas tão penico e, de repente, salta-me à vista a criatura. A criatura que era tão mas tão anónima, tão escondida, tão reservada, mas o mundo também pula e avança e a pressão social de família e amigos terá sido grande, ei-la ali, em todo o seu esplendor de cara e nome no FB. Oh, perfil todo aberto, a mostrar que apenas se usa aquilo por desfastio, agora este amigo adicionado, agora aquele ali e ali de lado, a prole, pois claro, a prole que usa entusiasticamente o FB. É isso então, a pressão, de certeza e eu a linkar no perfil da prole e a prole, desenxergadíssima, tudo aberto, centenas de fotografias para toda a gente que quiser ver, a demonstrar que em casa de ferreiro, espeto de pau: progenitores que eram tão anónimos, tão devassadores da privacidade dos outros e furiosos protectores da deles e a prole, ali, escancaradinha da silva. &lt;div&gt;Não me interessa muito, confesso, não me interessa grande coisa, mas vou ver, já agora, deixa cá ver a tromba da criatura e da família. Rugas e peles descaídas, estava-se mesmo a ver, a velhice e a desistência já tão anunciada. E desato a rir, a rir, a pensar, ah que vingança, cá se fazem e cá se pagam, a criatura, desinfeliz e a família, feia, sem graça, sem pinta, sem charme, sem coisa alguma que mereça mais que dois minutos de olhar e fechar a janela. Nem precisei de fazer nada, o tempo encarrega-se de tudo, leva tudo, quando se desiste. Azar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2834270523448954433?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2834270523448954433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-dos-perfis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2834270523448954433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2834270523448954433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-dos-perfis.html' title='O alcance dos perfis'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3119656075669760029</id><published>2010-05-26T21:27:00.001+01:00</published><updated>2010-05-26T21:29:14.018+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mediocridade aqui não entra'/><title type='text'>O alcance dos escadotes</title><content type='html'>Tenho andado aqui às voltas sobre qual a maneira de responder à Tricia ali em baixo porque a indignação não é um bom ponto de partida para se começar a escrever seja o que for e onde for! Mas aqui é onde um dia achámos que íamos ter escadotes, para alcançar mais além, para lá dos muros e dos fastios e das rotinas e de tudo o que nos faz querer fugir de lá para vir para aqui! Há um mundo, como diz a Tricia, mas esse mundo não é o nosso! Fingimos que lá estamos, quando temos que estar, sorrimos beatificamente, quando tem que ser, e fingimos que somos iguais ao resto da parra quando a verdade é que… aqui somos super uvas, o supra-sumo da melhor uva que algum dia se produziu em solo algum por esse mundo fora e noutros mais que houver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos que nos fazer melhoríssimas da silva porque sabemos que o somos! Aqui somos! E lá também, mas lá é diferente por causa das "virtudes" e "qualidades" que muita educação restritiva nos impôs ao longo de toda a nossa existência. Fica feio evidenciarmo-nos porque temos que pensar nos outros e a humildade e a submissão e porque há outros maiores e melhores, de certeza que só pode haver dizem-nos e diz-nos o nosso egozito que começou a apanhar desde o dia em que nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso era antes dos escadotes porque agora podemos subir e vir para aqui e aqui não temos que fingir nem temos que concordar com os modos do mundo de lá. Aqui somos todas irmãs, mulheres, melhores, maiores! E entre nós temos esta união quase ancestral que nos fortalece e nos impele a subir aos escadotes que umas e outras vão deixando pelo caminho… por isso e por muitas outras coisas querida Tricia te digo que o nosso caminho só pode ser ascendente! Estes escadotes não têm modos de se descerem! Encontramo-nos lá em cima? :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3119656075669760029?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3119656075669760029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-dos-escadotes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3119656075669760029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3119656075669760029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-dos-escadotes.html' title='O alcance dos escadotes'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8684964054350506772</id><published>2010-05-24T23:14:00.002+01:00</published><updated>2010-05-24T23:18:28.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com acaso ou sem acaso: um dia realizo todos os meus sonhos'/><title type='text'>o alcance do acaso</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;Um dia vamos ao café em frente a casa comprar cigarros, como é hábito no estabelecimento, não têm moedas. Apesar da chuva iminente, vamos até ao fundo da rua onde sabemos que nos vendem tabaco, mesmo que não tenhamos moedas. No trajecto uma placa chama-me a atenção, mas, ainda assim seguimos caminho. A placa continua a pairar na mente. Compro os cigarros para mim e uma pastilha para ele. No caminho para casa, novamente a placa e paramos e olho e volto a olhar. A cabeça a mil e um sonho ali tão perto. Meia dúzia de passos à frente e recolho a informação fundamental que não constava na placa. Seguimos caminho, eu levo os cigarros na carteira, ele mastiga a pastilha. A cabeça a duzentos mil. Borbulham ideias, assaltam dúvidas, a cabeça não pára e o entusiasmo cresce. Chegamos a casa. Não páro, contínuo num constante frenezim. Ideias que procuro, ideias que me assaltam, dúvidas que se levantam. Acendo um dos cigarros que comprei e que trazia na mala. Inspiro o fumo e antes mesmo de o expelir já tenho o cenário do sonho montado na cabeça. Algumas das soluções já estão encontradas. A dúvida essencial resiste ainda sem solução. A cabeça não pára e já dói. Consigo ter uma imagem nítida, mas tenho de acordar e viver.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8684964054350506772?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8684964054350506772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-do-acaso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8684964054350506772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8684964054350506772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-do-acaso.html' title='o alcance do acaso'/><author><name>Michelle</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5968229653982544128</id><published>2010-05-22T00:16:00.004+01:00</published><updated>2010-05-22T00:33:36.524+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e lá vou eu zurrando alegremente'/><title type='text'>O alcance do protagonismo</title><content type='html'>Somos umas burras, é o que é. O que deveríamos fazer era fazer que somos mais do que somos. Deveríamos dar a impressão que somos muito mais do que o realismo nos deixa, dar a ideia que a última coca-cola do deserto é aqui mesmo, não há mais ninguém capaz de tudo quando conseguimos, enfim, somos as maiores em toda a verdadeira acepção do conceito.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é que nos encolhamos ou nos façamos menores, mas seremos realistas e ao mesmo tempo convictas que somos boas, muito boas mesmo, mas haverá melhores, piores, ou até talvez sejamos as melhores, mas achamos que não temos que nos fazer de melhoríssimas da silva. Mais, achamos isso uma vaidade inútil, uma vacuidade, achamos talvez que tanta parra esconde pouca uva, que o nosso mérito falará por nós, que temos valor e ética e basta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada mais errado. O mundo não funciona assim. O mundo, feito de medíocres que se auto promovem sem qualquer pingo de vergonha, só reconhece os seus pares. Nós? Nós não passamos de umas burras. E, provavelmente, para além de o sermos, somos vistas como tal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5968229653982544128?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5968229653982544128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-do-protagonismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5968229653982544128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5968229653982544128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-do-protagonismo.html' title='O alcance do protagonismo'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-852778947580423090</id><published>2010-05-20T10:57:00.000+01:00</published><updated>2010-05-20T11:00:07.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='já vai uma primavera tardia - masqueselixe'/><title type='text'>at last</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bAegHbxLt1A/S_UHyVMHBkI/AAAAAAAAAAM/-MLf6trPBEU/s1600/spring-awakening.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473289483401496130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bAegHbxLt1A/S_UHyVMHBkI/AAAAAAAAAAM/-MLf6trPBEU/s400/spring-awakening.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-852778947580423090?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/852778947580423090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/at-last.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/852778947580423090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/852778947580423090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/at-last.html' title='at last'/><author><name>Denise G</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bAegHbxLt1A/S_UHyVMHBkI/AAAAAAAAAAM/-MLf6trPBEU/s72-c/spring-awakening.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1698592462417303538</id><published>2010-05-20T02:05:00.004+01:00</published><updated>2010-05-20T02:15:55.768+01:00</updated><title type='text'>Vertigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/suspicion-milk.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/suspicion-milk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/rw-sculpt-stairs.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 325px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/rw-sculpt-stairs.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/rebecca-flee-stair.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/rebecca-flee-stair.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/stairs-2.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As escadas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;a href="http://faculty.cua.edu/johnsong/hitchcock/pages/stairs/stairs-1.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt; Hitchcock&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1698592462417303538?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1698592462417303538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/as-escadas-de-hitchcock.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1698592462417303538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1698592462417303538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/as-escadas-de-hitchcock.html' title='Vertigo'/><author><name>Genoveva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16710306140232244279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6161816651550649370</id><published>2010-05-19T23:27:00.002+01:00</published><updated>2010-05-19T23:44:54.151+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e faz bem às rugas coisa que não deve ser descurada'/><title type='text'>O alcance dos mantras</title><content type='html'>Há uns dias dei comigo a pensar exactamente o que está no post "&lt;a href="http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-correria.html"&gt;o alcance da correria&lt;/a&gt;". Foi depois de ter levado uma chapadona psicológica das grandes, quando ouvi na voz infantil da verdade "estavas a rir tanto e nunca te vejo assim". Oh, que me rio muito, é certo. Mas talvez não me ria às gargalhadas o suficiente, ou com as pessoas que me querem ver rir às gargalhadas felizes, as pessoas a quem faz mais falta que me ria às gargalhadas felizes. Assim, por nada ou coisas parvas, mas confesso que a fazer o jantar ou a pendurar roupa, enquanto faço contas mentais a orçamentos familiares e mais a fruta que está verde ou tem mosquitos, não consigo encontrar motivos para rir. Gosto de arranjar morangos em silêncio, é certo, mas não me rio, sorrio só. E o pior é que não não-me-rio não é por infelicidade, que sou muito feliz, muito obrigada, é que falta tempo: mesmo quando se é feliz, falta tempo para se ter tempo de estar feliz e alegre. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nesse dia decidi que se acho que se tem que se ser feliz nem que seja à biqueirada, também temos que estar felizes nem que seja à biqueirada a nós mesmos, aos nossos problemas e às nossas chatices. Não é cagar no assunto que as contas não se pagam sozinhas, o tempo não estica e as maçadas se vão embora e não é relativizar que com o mal dos outros posso eu bem e pimenta no cu dos outros e essas merdas todas e quando uma pessoa tem chatices, até podem ser merdosas se comparadas mas temos pena, são as aqui deste lado, as nossas, essas é que aborrecem e moem. Cada qual com as suas e estamos cá para apoiar as dos outros, pois está claro, mas já agora que apoiemos também as nossas, dá algum jeito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decidi que temos que estar felizes pelo menos uma vez por dia, ou dez ou assim. Não interessa a que horas ou porque razão, que o estar feliz e alegre é contagioso, se um dia for uma vez, da próxima é mais fácil serem duas e logo se chegará às alturas certas. Por agora e como primeiro passo, é estar-se feliz nem que seja a ouvir o genérico da TSF no meio do trânsito. É como aquelas pessoas que não gostam muito de água mas têm que a beber: metem um aviso no computador e tudo. De tanto em tanto tempo, beber um gole ou um copo. É isso, é beber água mesmo a horas incertas, que seja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é o mantra do "foda-se agora estica a boca para os lados, vá lá, não custa nada e  ri-te, minha parva". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6161816651550649370?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6161816651550649370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-dos-mantras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6161816651550649370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6161816651550649370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-dos-mantras.html' title='O alcance dos mantras'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8459118167554723751</id><published>2010-05-19T22:25:00.003+01:00</published><updated>2010-05-19T23:15:13.904+01:00</updated><title type='text'>o alcance da correria</title><content type='html'>Gostava de ser psicóloga e assim podia chamar síndrome a este enfadamento de que parecem padecer todas as pessoas. Está tudo farto. Farto dos impostos, do sócrates e das vuvuzelas, do preço da gasolina e dos números do desemprego, da crise e dos políticos, da chuva e do frio. Está toda a gente com o  síndrome não-me-chateiem-mais-que-estou-prestes-a-gritar. Os sorrisos já não são de felicidade, são esgares momentâneos, muitas vezes apenas de boa educação, alegrias só as compulsivas porque o Benfica ganhou. Ninguém está bem, toda a gente se queixa de qualquer coisa. Do dinheiro que precisa e não tem, do tempo que não tem e precisa, do chefe ou do subordinado. Andamos para aqui todos com queixas sobre o mesmo, com as mesmas angústias a fazer as mesmas contas. Levantamo-nos ao terceiro ou quarto toque do despertador do telemóvel e entramos no corre corre diário, autómatos às pressas para chegar onde temos de ir por obrigação. Por vezes, durante mais uma paragem do trânsito, deixamo-nos levar pelos pensamentos e no quanto está errada a nossa vida, instantes, até o carro da frente voltar a andar alguns metros ou o sinal encarnado passar a verde. Passam-nos as horas do dia por entre os dedos até voltarmos novamente à correria do contra relógio. No caminho em que o sol se põe os instantes são para pensar no jantar, nas compras do supermercado, no trabalho que ficou por fazer. E continuamos em piloto automático, sempre em piloto automático, autómatos, robots escravos do ordenado que temos de ganhar e das contas que temos de pagar. O sonho dos instantes da manhã, altura em que somos sempre mais fortes, que está sol e somos todos invencíveis ficou lá atrás, agora temos pela frente a realidade e baixamos a cabeça que não há volta a dar e há que aguentar enquanto a maior volta ou viragem que damos na vida se resume à volta no esparguete e ao virar do bife. À noite, quando tudo está mais sossegado entregamo-nos à letargia do rato que já nem a televisão aguentamos, até nos deitarmos demasiado tarde para arrependimentos continuando no contra relógio porque até para dormir temos de ter pressa e assim adormecemos, fartos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8459118167554723751?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8459118167554723751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-correria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8459118167554723751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8459118167554723751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-correria.html' title='o alcance da correria'/><author><name>Michelle</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6231251772348251965</id><published>2010-05-19T13:54:00.001+01:00</published><updated>2010-05-19T13:56:51.493+01:00</updated><title type='text'>o alcance da esquizofrenia direccionada</title><content type='html'>Há algum tempo que o marido lhe tinha dado mostras de que o casamento se  estava a tornar num fardo, conversaram. A vida para ela seguia o seu  rumo, para ele não. Já não sentia satisfação nenhuma naquela relação. O  casamento tinha-se tornado naquilo que os outros esperavam ver e não no  que era suposto ele sentir. Ele voltou à carga e falou pela primeira vez  em separação, ela respondeu com a ameaça mais comum, os filhos. Que  mudava de cidade e que tudo faria para colocar os filhos e toda a gente  contra ele. Ameaçou, chorou, barafustou e seguiu a sua vida. Ele sentiu o  mundo dele a afundar-se. Uma luta do bem estar contra o mal com que o  ameaçavam chegou a fazê-lo repensar tudo. Ao repensar também teve de  ponderar que não queria ser prisioneiro e avançou. Mal o carrasco sabia  que lhe tinha dado o empurrão que faltava. Acabou por deixá-la, saiu de  casa debaixo de gritos e ameaças alternadas com choros e promessas de  amor, ainda assim, saiu. As ameaças dos filhos foram cumpridas, mas  apenas em parte. Ele está com os filhos o mesmo tempo que a progenitora  teria como direito se utilizasse esse tempo para estar verdadeiramente  com as crianças ao invés de as deixar com um dos escravos que tem para  essas tarefas. Mas parte da ameaça foi cumprida e a cabeça das crianças é  um verdadeiro carrossel. Nos momentos de tédio alterna sms de amor  profundo e verdadeiro com ataques de ódio e rancor. Tudo serve como arma  e, todos que agora circulam à volta dele, servem como alvo.&lt;br /&gt;A sanidade mental dele é posta à prova de muitas formas. Se de manhã  acorda com um sms digno de amante saudosa, à tarde é um mail  completamente contraditório e à noite é um mms convidativo com a foto da  depilação da zona genital. E ele, paciente, atura, na esperança que um  dia a ex-mulher tenha um pingo de vergonha na cara, engate o primeiro e  siga a sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6231251772348251965?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6231251772348251965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-esquizofrenia-direccionada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6231251772348251965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6231251772348251965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-esquizofrenia-direccionada.html' title='o alcance da esquizofrenia direccionada'/><author><name>Michelle</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-9135694366031994519</id><published>2010-05-18T22:39:00.002+01:00</published><updated>2010-05-18T22:59:06.563+01:00</updated><title type='text'>o alcance da ralé</title><content type='html'>A ralé é uma espécie em franca expansão. Pessoas (?) que se mostram em público como detentoras de um carácter sem pingo de mancha, de uma índole digna de anjo acabadinho de cair na terra. Dentro de portas, quando a cortina se fecha são da pior escória. Mentem, inventam, roubam até. Depois voltam a pôr a cabeça fora da cortina e fazem um sorriso inocente à espera de mais aplausos, um ar cândido, ou pior, de coitadinhos à espera da simpatia alheia. Usam todos os truques para tirar do sério os outros, os que não pararam no tempo, no caminho. Despertam nos outros os piores sentimentos, sentimentos iguais a si próprios, vingativos. Espalham dor e mágoa, semeiam ódios de sangue (que bem te ficava a cara esborrachada, se te pudesse dar estalos até as minhas mãos sucumbirem). Às vezes cai-se no engano de achar que talvez se lhes dissessem na cara a merda que são elas acordavam e tornavam-se finalmente em pessoas em vez dos animais que na realidade são, mas não, é puro engano, a ralé não tem consciência, não tem sentimentos nobres por ninguém e triste mesmo é saber que nem dela própria, senão não seria ralé.&lt;div&gt;As artimanhas dignas de uma novela espantam quem não conhece o poder de alguém ralé, afinal  a ficção é ficção e a realidade é a realidade. Puro engano. As artimanhas são as mesmas, apenas as vemos de um dos lados e não de todos os lados como na tv. Capazes de criar armadilhas ardilosas para quem não tem no olhar o alcance da maldade humana. Passa-se rapidamente do estado de filha pródiga, de menino acólito, mãe de família ou pai estremoso ao estado de cabra da pior espécie, de filho da puta insensível, dignos de acabar a novela a levar um enfardamento à medida. Brincam com a vida das pessoas, com o ganha pão de quem dele precisa para alimentar a prole, difamam sem dó nem piedade apenas com o intuito de se continuarem a ver pelos olhos dos outros, porque ao espelho nem vão, com medo da imagem decadente que sabem que têm. No fundo sabem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-9135694366031994519?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/9135694366031994519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-rale.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9135694366031994519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9135694366031994519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/05/o-alcance-da-rale.html' title='o alcance da ralé'/><author><name>Michelle</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-7636585406934074341</id><published>2010-03-22T19:38:00.002Z</published><updated>2010-03-22T19:41:26.355Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem palavras para explicar o abuso sexual das crianças'/><title type='text'>O alcance da desfaçatez</title><content type='html'>O padre passava por ali quando ouviu uma grande comoção. Ia apressado, com o livro de orações pela mão, e ainda queria passar na Dona Arménia a pedir-lhe mais uma encomenda de bolinhos com que presenteava as crianças que recebia na catequese. Seria talvez uma espécie de suborno mas ele tinha a certeza que Deus compreenderia a pequena artimanha a que recorria para evitar o esvair de sangue fresco dos bancos da sua velha igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria parar ali, não tinha tempo mas alguém o viu e soltou uma exclamação. "Está ali um padre! Vamos chamar o padre!" E várias pessoas se viraram e começaram a avançar na sua direcção empurrando-o naquilo que parecia ser um monte de metal à mistura com carne humana. Era um acidente, uma ocorrência estúpida e trágica daquelas que não lembrariam ao Diabo. Um rapaz tinha tirado o capacete da mota no sinal, talvez devido ao calor que se fazia sentir, e estava distraído quando a ambulância em marcha de urgência avançou. O sinal passou a verde e de repente o rapaz desapareceu, por baixo da mota, por baixo dum autocarro que entretanto tinha embatido de frente na ambulância. Havia um cheiro forte a sangue, mas parecia que estavam todos vivos, isto é, todos vivos menos o rapaz do amalgamado de metal e sangue. Foi por ele que foram chamar o padre, para que ao menos lhe administrasse os últimos ritos, a extrema unção, antes que soltasse o derradeiro suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre hesitou, não estava habituado a lidar com casos tão extremos. Uma coisa era ser chamado para ir a casa, sentar-se à beira duma cama onde há muito jazia o corpo de algum idoso prestes a entregar a alma ao Criador e ajudá-lo na transição duma forma pacífica mas firme, arrancando uma confissão ali mesmo ao virar da esquina que separa a vida da morte. Outra coisa era ser apanhado assim sem estar preparado, e para mais não se sabendo se a vítima ainda estaria consciente, condição indispensável para que o padre se predispusesse a administrar a dita unção. Também é verdade que não trazia consigo o óleo, mas esse era mero acessório, o que interessava era o canal, a comunicação, e a sua abertura de espírito pronta a acolher uma alma à beira do tormento final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acercou-se do rapaz que ainda estava vivo e perguntou-lhe se estava pronto para confessar todos os seus pecados e limpar assim a sua alma antes que fosse demasiado tarde. Olhou e sentiu, sentiu uma pontada grande, um formigueiro, uma angústia, um sufoco repentino. O rapaz tinha-o reconhecido! Mesmo envolto em metal, conspurcado de carne viva e sangue, mesmo a pontos de sentir o último estertor, as memórias vinham-lhe em bocados, à mistura com as lágrimas de sangue que corriam agora mais intensas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se do primeiro dia, do primeiro bolinho, da primeira festinha, a primeira carícia, o primeiro beijo, a primeira vez que aquela mão lhe tinha subido pelos calções adentro, tocando em partes que eram só dele, que já nem as mãos da sua mãe conheciam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se de se ter sentido orgulhoso, de se sentir o escolhido, o preferido, mais importante que todos os outros meninos. Até que um dia o orgulho se transformou em ódio, à medida que o padre o queria mais e mais, mantinha-o na sacristia tempos infindos, e a mãe orgulhosa do seu menino tão aplicado e tão beato. E o padre sempre querendo-o mais e mais, agora já não era só a mão, agora despia-se e obrigava-o a ajoelhar-se à sua frente, para que o seu sexo duro e quente o pudesse penetrar, uma vez, duas vezes, cinco vezes, trinta, quarenta vezes, tantas que havia dias que o miúdo já nem aguentava e desfalecia-lhe em cima do pénis sempre duro, sempre insatisfeito, sempre querendo mais daquele pequeno, ingénuo, frágil corpo de pequena ave sem asas nem liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se da vergonha, do nojo, de se sentir porco em permanência, desejando que o padre morresse todos os dias, de uma morte bem lenta e agonizante. Que todas as suas dores se transferissem para o Diabo que agora sabia ter conhecido, escondido sob o mais perfeito disfarce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se de um dia ter tentado contar à mãe, ao pai e de lhe terem dito que inventava, que caluniava, que imaginação meu Deus!! Então e logo o senhor padre, que era tão bonzinho para as crianças, tão generoso, tão humilde!! Que ele era um ingrato, que se houvera alguém era ele que estava possuído pelo Diabo! A mãe então demorou muito até voltar a falar-lhe olhos nos olhos e até à sua morte nunca acreditou naquela história mirabolante que o filho que contara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ali estava ele de novo, o padre, querendo administrar-lhe os últimos ritos e pedindo-lhe que se arrependesse de todos os seus pecados! E reconhecendo-o! E ainda sentindo a chispa da luxúria, queimando-o mais do que os bocados de metal ardente enterrados na sua pele. "Não quero..." murmurou ele, "NÃO!" Mas os outros, aqueles que assistiam aos seus últimos minutos reprovando-lhe aquela negação do divino, insistiam com o padre para que continuasse, que lhe administrasse os ritos na mesma, que podia ser que Deus se compadecesse da sua alma, mesmo sem o devido acto de contrição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o padre feliz por prosseguir, acariciando-o de novo, como dantes. Os dedos escorregando-lhe pelos olhos, pelo nariz, pela boca, fazendo sinais de cruz, várias vezes, muitas vezes, muitas mais do que as necessárias, vivendo, bebendo ainda o pouco que ainda emanava daquele corpo tão jovem, tão vigoroso, tão quente. Comendo-o, bebendo-o, sugando-o tal como dantes, pior do que antes! E ali ficou o padre, acariciando-o até ao fim. E depois todos se compadeceram com a ternura do padre, tão bonzinho, tão generoso, tão humilde. E todos se foram a pensar que seriam precisos muitos mais padres assim no mundo para nos salvar a todos do Fogo Eterno do Inferno! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(E que venham eles, que nos comam as crianças, que lhes partam as asas antes mesmo de saberem voar e um dia saberemos porque todos juntos permitimos e causámos que seres execráveis, em nome dum Deus que eles próprios inventaram, invadissem o espaço, o corpo, a alma dos que não podem, nem sabem defender-se...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-7636585406934074341?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/7636585406934074341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/03/o-alcance-da-desfacatez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7636585406934074341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7636585406934074341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/03/o-alcance-da-desfacatez.html' title='O alcance da desfaçatez'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5979740171724335365</id><published>2010-02-08T19:23:00.002Z</published><updated>2010-02-08T19:30:33.721Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sorrow'/><title type='text'>O alcance do calendário perpétuo</title><content type='html'>Devia ter percebido que algo estava errado no dia em que o meu relógio de calendário perpétuo parou. A garantia indicava um tempo de vida útil de mais de 100 anos, ambos achámos que seria daqueles relógios a passar à geração seguinte, assumindo que o quereriam que hoje em dia relógios de pulso é coisa rara de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que parou, um dia triste de Inverno, não demos importância ao caso. Achámos que tínhamos sido enganados por um marketing persuasivo, mais tu do que eu. Eu apaixonei-me pela longevidade da pequena geringonça, imaginando-o feito de milhares de minúsculas micro-peças onde tudo parecia encaixar-se na perfeição. Igual todos os dias, indiferente à passagem inexorável do tempo! Até ao dia em que deixou de funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de aí, mesmo que me esforce por não relacionar os eventos, não posso deixar de pensar que nada do que venha de nós é perpetuo, seja objecto ou sentimento. O tempo que decorria com uma precisão até então matemática virou-se do avesso, impossível de controlar. Passavam minutos que pareciam horas, até dias! E depois havia dias que desapareciam como meros segundos. Os interesses ficaram todos baralhados, imprecisos lá está, pela falta da precisão do rotor de quartzo que deixara de funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que primava por uma pontualidade germânica deixei de saber a quantas andava. Chegava atrasada a todo o lado, correndo atrás de um horário rigoroso que deixara de conseguir cumprir. Cortava nas horas de sono para conseguir compensar, mas isso só fazia pior, porque no dia seguinte demorava ainda mais tempo a terminar as tarefas diárias do que antes. Até que um dia não aguentei mais e deixei de correr atrás do tempo (de ti) e quase que me despedi da vida (de mim). Apaguei uns dias da minha existência, podem ter sido uns meses, ou até uns anos, não sei, já não possuo o relógio de calendário perpétuo para me ajudar a cortar o tempo, em unidades perfeitas e redondas produzidas pelos seus milhares de micro-peças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os meus dias são todos irregulares, uns enormes, outros minúsculos, a vida anda-me aos zigue-zagues em vez de seguir o curso regular de há uns anos atrás. Assumo que ainda sinto um certo ressentimento pelo velho relógio que deixou de funcionar. Pode ter sido um presságio, uma mera coincidência entre tantas outras, mas para mim esse momento foi o princípio do (nosso) fim. E é uma grandessíssima pena, porque eu gostava tanto daquele relógio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5979740171724335365?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5979740171724335365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/02/o-alcance-do-calendario-perpetuo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5979740171724335365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5979740171724335365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2010/02/o-alcance-do-calendario-perpetuo.html' title='O alcance do calendário perpétuo'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5823732475435197375</id><published>2009-10-31T16:28:00.003Z</published><updated>2009-10-31T16:32:28.611Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='custa muito perceber tão pouco?'/><title type='text'>O alcance do capricho</title><content type='html'>"Vá, que isto não é conversa para ti" e eu feita criança a querer desmentir tudo "nada disso, eu também gosto de sexo, sabes lá o que ía ser vires comigo um dia destes" E calo-me. Porque não tenho de to dizer. Porque soaria infantil e idiota. Porque és tapado como tantos, e achas que saber estar é conversar, não dizer asneiras não é de quem goste de cama. Think again Sherlock. Se tu soubesses as alterações fisiológicas (sim, pá, vê se cresces, as pessoas não sentem só o coração a bater) libidinosas e luxuriantes que me causas a milimetros de distância não só te calavas, como fugias a correr. &lt;br /&gt;O que eu gostava de encontrar num homem era a mistura de dois mundos, parece-me: básico no approach - o que eu gosto de um "anda cá que és minha" pegada pelo braço com uma mão forte, homem a cheirar a homem, mas que perceba as diferenças. Sem ter de as evidenciar. &lt;br /&gt;Tive um,já não tenho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5823732475435197375?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5823732475435197375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/10/o-alcance-do-capricho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5823732475435197375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5823732475435197375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/10/o-alcance-do-capricho.html' title='O alcance do capricho'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-288456225528564280</id><published>2009-10-12T14:43:00.002+01:00</published><updated>2009-10-12T14:50:43.146+01:00</updated><title type='text'>O alcance do impossível</title><content type='html'>é bem sabido que aquilo que não podemos ter é o mais desejado. tanto ouvidas ou proferidas foram as minha orações que teria não um ou dois mas vários à escolha, como que em passando de um período de jejum prolongado, de repente se me aparecesse um restaurante enorme em frente dos olhos, repleto de iguarias, umas com melhor aspecto, outras menos, mas ainda assim com pratos variados à escolha.&lt;br /&gt;pois que o único prato que queria, o único que me fez salivar à passagem pelos olhos, me fez imaginar o seu sabor e cheiro únicos, um banal prato do dia sem qualquer tipo de requinte, é o que está esgotado. típico, pois.&lt;br /&gt;em sendo assim, penso em escolher talvez o que menos me apetece comer e, vomitando-me por dentro, deixando que me corroa as entranhas, me provoque indigestões brutais, me corrompa, me fure o estômago, me faça buracos no intestino, me mate.&lt;br /&gt;isto porque é nestas coisas que me descubro - completamente ao contrário do que possa parecer - muito mais masoquista do que sádica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-288456225528564280?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/288456225528564280/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/10/o-alcance-do-impossivel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/288456225528564280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/288456225528564280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/10/o-alcance-do-impossivel.html' title='O alcance do impossível'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-115263596868012188</id><published>2009-09-23T10:17:00.002+01:00</published><updated>2009-09-23T10:21:22.338+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uma grande merda'/><title type='text'>O alcance da (falta de) resolução</title><content type='html'>O problema é que o nosso caso foi um caso mal resolvido e ficou-me entalado na garganta, como uma espinha ou um caroço. De vez em quando recorda-me que está ali qualquer coisa que não devia lá estar, que me dá náuseas e me dificulta a respiração. Obriga-me a olhar de frente para o espelho, procurar o furúnculo imaginário e espremê-lo bem para que saia de lá o pus infectado que se acumulou desde a última expurgação. E depois limpo aquilo tudo com o mesmo nojo com que limpava a esporra que deixavas no meu sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que o nosso caso ficou mal resolvido, porque era só sexo, ou por outra, só o sexo é que era bom, tudo o resto foi inventado por mim e esta mania que todas as mulheres têm de romantizar uma relação que se baseia apenas e só em sexo. Estava eu já a construir castelos e futuros imaginários e tu só me querias ali de pernas bem abertas, fingindo que ouvias o que dizia entre os gemidos que te asseguravam que eu estava a ter prazer. E tudo não fazia sentido, nem faz, porque eu estava mesmo a ter prazer mas sempre a pensar que isso não me chegava! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temporariamente saciaste uma sede animal que tinhas dum cheiro, dum corpo, duma pele, dum sexo e quando te fartaste de tudo isso não perdeste um segundo só a enterrar o cadáver da nossa relação que nunca chegou a ser. Hoje nem te deves recordar sequer do meu nome, tal será a memória que guardas de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A puta aqui sou eu porque foi na minha memória que eu deixei que se alojasse o caroço que cuspiste e ao contrário do que todos dizem, tu saíste a ganhar porque se um dia calhar encontrarmo-nos na rua tu vais seguir em frente sem pestanejar e eu irei ficar ali pregada ao passeio, com a puta da espinha entalada na garganta, sem conseguir andar, falar nem gritar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-115263596868012188?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/115263596868012188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-da-falta-de-resolucao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/115263596868012188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/115263596868012188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-da-falta-de-resolucao.html' title='O alcance da (falta de) resolução'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3297411750707084401</id><published>2009-09-15T00:29:00.004+01:00</published><updated>2009-09-15T00:34:33.514+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deprimente percebes?'/><title type='text'>O alcance do amanhã-que-hoje-não-quero-pensar-nisso</title><content type='html'>Um dia a Paula cortou o cabelo. Escadeado e curto: um corte leve, giro. A Paula era gordinha de olhos azuis e o corte ficava-lhe a matar. Elogiei-a:"Estás tão gira, ficou tão bem!" e os olhos dela sorriam, toda ela ligeira e feliz com o corte novo.&lt;br /&gt;Quando o cabelo começou a crescer meti-me com ela "Tens de voltar a fazer o corte, estavas giríssima!". Já não sorriu: "o meu marido diz que não casou com um homem..." e virou costas. Não consegui reagir. Quis dizer "Que cretino, olha o estupor! Grande malcriadão!" mas não me sau nada. Era o marido e se ela própria não se mostrava indignada não me quis meter. "Sê educadinha, deixa-te estar" ouvia avós, pais, professores, anjinhos, sei lá, na minha cabeça.&lt;br /&gt;Meses depois, cabelos pelos ombros depois, a Paula andava cada vez mais triste. Chorava pelos cantos, pediu para ir trabalhar no mesmo sitio que o marido e nunca mais a vi. Mas soube que "foi para estar mais próxima dele que andava com uma colega". Arrependi-me muito de não lhe ter chamado os nomes todos que me passaram pela cabeça antes. Depois caí em mim e soube que pessoas como a Paula nunca mudariam e fariam sempre tudo igual. E foi tristemente melhor assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3297411750707084401?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3297411750707084401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-do-amanha-que-hoje-nao-quero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3297411750707084401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3297411750707084401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-do-amanha-que-hoje-nao-quero.html' title='O alcance do amanhã-que-hoje-não-quero-pensar-nisso'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2270000472797996054</id><published>2009-09-03T17:29:00.000+01:00</published><updated>2009-09-03T17:30:21.606+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='temos pena'/><title type='text'>O alcance da injustiça</title><content type='html'>Fechou os olhos a custo, sentindo as pálpebras a arder enquanto a cabeça latejava, previsivelmente assinalando o início de mais uma enxaqueca. Hoje tinha-lhe dado um ultimato, mais um, mas que tinha decidido ser mesmo o último. Não podia continuar assim, estava em processo de auto-destruição acelerado e se não terminasse rapidamente aquela história não sairia viva da experiência que tinha encetado há dois anos atrás. Na altura achou que devia viver o momento porque aquele homem lhe interessava mais do que todos os outros e não queria nem saber que ele tinha mulher e filhos. E na verdade tiveram momentos muito bons, de entrega total, duma cumplicidade difícil de igualar em qualquer tipo de relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas houve um dia em que se fartou de esperar. Ele não lhe atendia o telemóvel, e não lhe respondia às inúmeras mensagens que fora deixando ao longo do dia. Começou a ficar preocupada, ele nunca tinha deixado de lhe ligar de volta, talvez não no momento mas acabava sempre por ligar. E depois quando se encontravam os seus expressivos olhos negros davam-lhe sempre a volta ao coração fazendo-lhe lembrar a letra duma velha canção de Francisco José, "olhos negros são queixume de uma tristeza sem fim". E ela queria muito mudar a tristeza que sentia nele, queria tanto conseguir curar essa tristeza que transparecia nos olhos desse homem que amava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse dia, em que esperou mais do que sentiu ser a sua conta, decidiu que não tinha vida para aquilo, para ele. Não podia estar sempre à espera, que lhe desse jeito a ele, à sua mulher, aos seus filhos e ao resto de toda a sua família. Porque nesse dia tinha ficado à espera dele sem saber que a sogra lhe tinha pedido para ir com ela ao IKEA porque precisava dum homem para lhe carregar e montar os móveis que tinha escolhido para remodelar o quarto da filha, mulher daquele homem de olhos negros que não sabia dizer que não a mulher nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerou muitas vezes se podia viver aquela meia vida com alguém que só lhe podia dedicar um décimo da sua, talvez nem tanto. Mas também a ela custava dizer-lhe que não, os seus olhos negros tinham o condão de a deixarem à beira do desespero. Assim hoje ele tinha que lhe dizer se a queria ou se iria continuar sem ela, como se a história deles tivesse sido apenas um pequeno desvio, como quem lê uma revista de viagens e pensa por momentos em transportar-se para algum recanto recôndito bem longe de tudo e todos. Se ele declarasse que ela tinha sido apenas uma ilusão, uma memória duma vida paralela, dum caminho não escolhido, talvez tudo se evaporasse e ela ficasse finalmente livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se encontraram não precisou de ouvir todas as explicações que ele tanto praticara para justificar o injustificável. A sua mulher, os filhos, a imagem de perfeito cavalheiro, os sócios e colegas de trabalho, a empresa familiar construída com o dinheiro da família dela, a felicidade aparente do casal que todos admiravam, a sua integridade física e moral, tudo serviu para lhe dizer que não haveriam oportunidades, nem mesmo para aqueles que sabem esperar. Ela estava no fundo da sua lista e como tal era perfeitamente dispensável, até ela teria que perceber isso. Tinha sido bom, o sexo tinha sido fantástico, mas o futuro não lhes pertencia, aliás o seu "nós" já havia nascido quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistiu impávida enquanto esse homem de olhos negros cor de azedume lhe virava as costas para nunca mais voltar. E assim sem mais alguém a quem tanto tinha dado pedia-lhe para apagar dois anos completos de vida, passando um pano quente húmido de lágrimas por cima de todas as memórias que escolhera guardar daquele homem de olhos negros cor de fealdade, sentindo pela primeira vez a frieza da sua crueldade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2270000472797996054?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2270000472797996054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-da-injustica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2270000472797996054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2270000472797996054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-da-injustica.html' title='O alcance da injustiça'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1378664915272669618</id><published>2009-09-02T11:21:00.008+01:00</published><updated>2009-09-02T11:27:19.021+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Awesome boots'/><title type='text'>O alcance do desespero II</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="310"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MwQg6xXXBZw&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MwQg6xXXBZw&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="310"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As botas novas da Madonna vão passar a povoar muitos dos meus futuros sonhos eróticos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1378664915272669618?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1378664915272669618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-do-desespero-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1378664915272669618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1378664915272669618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/09/o-alcance-do-desespero-ii.html' title='O alcance do desespero II'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1198351982106997066</id><published>2009-08-31T16:09:00.002+01:00</published><updated>2009-08-31T16:22:13.153+01:00</updated><title type='text'>O alcance do desespero</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;andamos todos desesperados, é o que é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha-me respondido assim quando lhe perguntei quanto tempo mediara entre o primeiro contacto, via net,  e o primeiro encontro. Um fim de semana tinha bastado, um dia para trocarem números de telemóvel, outro para smses.&lt;br /&gt;Tinha dito aquilo consciente do que dissera, desesperados. Os que não conseguem esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo assegurar que antes [há muitos anos] o desespero fosse diferente, ou melhor, mas imagino sempre que antes de existirem telemóveis, emails, auto estradas, o ritmo da vida fosse diferente e as pessoas aprendessem a esperar desde que nasciam. Toda a vida seria uma sucessão de esperas, que a vaca desse leite e a galinha ovos, que chegasse uma carta ou um telegrama, que alguém voltasse da guerra, que o barco atravessasse o oceano.&lt;br /&gt;Assim era que, no meio de outros ritmos e outras vidas, muito haveria a perder, pois a vida continuava algures enquanto alguém esperava - o nosso amor casava-se e tinha filhos com outro, os nossos filhos cresciam sem os vermos, alguém de quem gostávamos muito morria e não descobríamos até muito mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria também, acho, muito a ganhar. No cinema, por exemplo, se a personagem da Ingrid Bergman no Casablanca se fosse despedir ao aeroporto neste momento, diria ao Ricky algo como "Meet me in facebook", e nós não teríamos o "We'll always have Paris" para nos lembrar que perfeitos-perfeitos só os amores impossíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1198351982106997066?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1198351982106997066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-desespero_31.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1198351982106997066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1198351982106997066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-desespero_31.html' title='O alcance do desespero'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-336455989825910552</id><published>2009-08-28T15:49:00.001+01:00</published><updated>2009-08-28T15:52:09.141+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>O alcance do masoquismo</title><content type='html'>Já nem se lembrava bem de como tinha ido ali parar. Sabia que aqueles serviços lhe tinham sido recomendados por uma colega de trabalho, num momento de desespero em que tinha deixado escapar uma lágrima acompanhada dum gemido prolongado, incapaz de esconder a profundidade da depressão em que se afundava. O sítio não era demasiado agradável nem confortável mas também não estava à espera que assim fosse. Depois de aguardar durante longos minutos sentada numa cadeira de plástico indicada por uma assistente prestável, viu a figura emergir duma porta que se abria ao fundo do corredor. A dominadora estava ali, marchando determinada na sua direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve cumprimentos de espécie alguma, não era para isso que ali estavam. A dominadora colocou-lhe uma coleira à volta do pescoço e ordenou-lhe que a seguisse. Percebeu que não estava ali para falar nem ser ouvida quando a dominadora a mandou estar calada e lhe colocou uma mordaça na boca. Puxou-a pela coleira e levou-a até uma grande cruz onde a prendeu pelos pulsos e pelos tornozelos. Como que por milagre a cruz elevou-se um pouco e quando levantou os olhos do chão olhou para ela, a sua dominadora à sua frente de pé, as longas pernas abertas num perfeito ângulo de 60º. Foi isso que mais estranhou, essa aparente perfeição geométrica numa figura que tinha mais de repelente do que de atraente. A dominadora estava totalmente coberta de cabedal preto da cabeça às virilhas, sendo o preto dominante apenas interrompido pela brancura das pernas esculpidas abertas num V invertido com botas pretas de salto altíssimo penduradas nas pontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio foi quebrado pelo som da sua roupa a rasgar-se. A dominadora arrancou-lhe tudo, rosnando, furibunda, sempre que encontrava alguma resistência à penosa tarefa. Ficou assim desnuda, exposta, pendurada numa cruz, com uma mordaça na boca sentindo que talvez aquele fosse o princípio do fim de tanto sofrimento, tanta dor, agora seria só a recta final, o culminar de tantos anos a sofrer sem sentido nem motivo. Lembrou-se do negrume das freiras que a tinham educado em criança, lembrou-se da multitude de vezes que lhe diziam que todos nascemos para sofrer, e que ela iria sofrer até morrer porque tinha nascido do pecado, Pecado esse que se tinha tornado tão gigantesco dentro de si que por vezes quase a sufocava. Regurgitava dor em estado líquido e tomava comprimidos para tentar extinguir o vulcão latente de onde ela vinha, acordando sempre sentindo-se pior do que nunca. Talvez provocando a erupção pudesse aliviá-la, talvez... pelo menos era por isso que tinha tentado este último recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dominadora acendeu uma vela e baixou a cruz, fazendo que com ficasse deitada na horizontal, directamente abaixo duma luz intensa que lhe feria a vista. Fechou os olhos e manteve-se quieta, na expectativa de encetar a dolorosa via sacra. Sentiu um primeiro pingo, depois mais, até ser quase uma maré de pingos de cera a ferver tocando-lhe na pele fria, abrindo pequenos socalcos, empestando o ar com um cheiro de carne queimada. Ah a dor subia, sentia-a despertar dentro de si, pujante, brilhante, maior do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dominadora abriu-lhe um dos olhos e começou a espetar-lhe pequenas agulhas, primeiro superficialmente, depois enterrando-as até encontrar resistência por parte do osso, gerando uma nova dor, mais fina, que se juntava ao grosso caudal que emanava das inúmeras feridas abertas pela cera ardente. Já não via nada, só um buraco negro entrecortado por pequenos raios de luz penetrante sempre que uma das agulhas se enterrava na sensível retina, cravando-se no nervo óptico, destruindo-lhe irremediavelmente a visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era aquela a última experiência, o supra sumo da dor que alguma vez tinha sentido. Aliás já não era ela, tinha deixado de ser, agora era só dor, horripilante, gritando muda no silêncio forçado pela mordaça que lhe tinha sido colocada. Só nessa altura sentiu pânico, sentiu-o crescer face à dor, tentando devolvê-la à sua condição humana, mas já era tarde demais. Sucumbiu face à dor, deixou-se levar por ela, atingiu um patamar nunca antes alcançado mas o seu coração não aguentou. Quando os paramédicos chegaram para a levar já estava morta sem qualquer hipótese de reanimação. Tinha provado a si mesma que só a dor é real, tudo o resto é pura ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-336455989825910552?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/336455989825910552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-masoquismo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/336455989825910552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/336455989825910552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-masoquismo.html' title='O alcance do masoquismo'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1241353060146235330</id><published>2009-08-17T18:05:00.002+01:00</published><updated>2009-08-17T19:27:59.938+01:00</updated><title type='text'>O alcance da exigência</title><content type='html'>Meu amor, não quero mais isto. Não quero mais esta eterna troca de insultos. Não quero mais não gostar do que vejo, do que oiço, do que sinto. Não quero continuar a desculpar-te, pois só agora tenho eu a culpa. Não quero mais este desatino de insegurança, de exigências constantes, de farpas afiadas direitinhas à minha consciência. Há palavras que se dizem e se assumem das quais não se pode voltar atrás. E tem havido tantas ultimamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1241353060146235330?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1241353060146235330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-da-exigencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1241353060146235330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1241353060146235330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-da-exigencia.html' title='O alcance da exigência'/><author><name>Maggy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15703563473661351596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2987266074013498023</id><published>2009-08-10T11:37:00.004+01:00</published><updated>2009-08-10T11:44:01.443+01:00</updated><title type='text'>O alcance do mau</title><content type='html'>Mau não é cair, tropeçar, voltar ao chão. Sei que me levanto e nem tenho nódoas negras desta vez. Apenas uma cabeça de abóbora que só olha para o cimo e não vê a falta de degraus. Pé em falso, portanto - ía jurar que não faltava degrau nenhum, mas de que serve isso agora?&lt;br /&gt;Mau é que estas recolhas de escadote, estes recuos nas subidas me empurrem para ti. Refugio-me no "tu é que eras". E eras. Ninguém é insubstituível, bem sei. Ou tenho de o pensar que outro remédio não tenho. Mas eras tu. As saudades que eu tenho de uns olhos a brilhar, de umas mãos grandes, do teu tamanho todo e tudo o resto muito básico e físico que me fazia corar de excitação ao ver-te chegar.&lt;br /&gt;Mau mesmo, é que o mundo se torne apenas um jogo e só existamos nós dois: ou sozinha ou a viver para ti, por ti, em ti, sem ti. E tudo o resto, paisagem, peões, figurantes, que nisto do amor à séria, aquele que eu queria mesmo, só existes tu.&lt;br /&gt;Pior é saber que não estás, não vais estar aqui. Sonhar contigo, a dormir ou acordada e tu nunca aqui. Nem números, nem contactos nenhuns. E eu a cada tropeção - que sem pensar, vou refazendo cada pedacinho despedaçado, interesso-me por um ou outro a espaços - volto a ti. Com mais força, mais convicção: eras tu e mais ninguém. Aninho-me em ti como antes e fico assim. Eu sinto-te. Como se fosse hoje. Mas tu nunca estás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2987266074013498023?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2987266074013498023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-mau.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2987266074013498023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2987266074013498023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-mau.html' title='O alcance do mau'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6678241209554682819</id><published>2009-08-05T12:12:00.004+01:00</published><updated>2009-08-05T13:00:59.188+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>Tem 33 anos [parte III]</title><content type='html'>Chegou o Verão e ela nunca falava das suas férias.&lt;br /&gt;Ao almoço, mais uma vez, perguntei-lhe "Então, para onde vais de férias?" Não levantou os olhos do prato "Não vou para lado nenhum" e senti que aquela garfada de comida foi engolida a custo, como se tivesse medo que lhe fizesse mais alguma pergunta "Mas porquê?" Os olhos continuavam em cima do prato, os gestos tornaram-se mais rápidos e bebeu o sumo de um trago só "Não posso" e levantou-se com a desculpa que ia fazer um telefonema. Não ia. Saiu e puxou de um cigarro e eu, que nunca a tinha visto fumar, fiquei estupefacta e constatei, nesse momento, que talvez nunca a viesse a conhecer realmente - uns dias tão amável e faladora, outros dias tão reservada e soturna. Quase bipolar, diria.&lt;br /&gt;Quando entrou sugeriu que fossemos tomar café noutro local e num passo rápido avançou para a caixa e pagou o almoço de ambas. Agradeci.&lt;br /&gt;Em todo este tempo nunca falou directamente de si, disse-me apenas que tinha 33 anos, feitos no pior mês do ano - Fevereiro. "Não gosto do Inverno e Fevereiro é um mês que não se define. Custa a passar, sabes?" Não sabia, nunca tal tinha sentido. Aliás, nunca tinha ligado muito aos meses do ano mas fiquei a pensar no meu - Setembro - e acabei por constatar para mim própria que esse sim, talvez fosse o pior mês de todos - o dos recomeços, o que por si só, dá uma trabalheira.&lt;br /&gt;Bebe sempre um café duplo, não lhe põe açúcar mas mexe o café como se o tivesse acabado de deitar. "Agora fumas?"&lt;br /&gt;"Sempre fumei, a única diferença é que agora compro cigarros, antes fumava o fumo dos outros." Não valia a pena, aquele dia estaria com certeza a correr-lhe mal e desisti de lhe fazer este tipo de perguntas. "Vamos?" Fomos. O resto do dia foi passado em absoluto silêncio, apenas com as interrupções normais dos restantes colegas e chefes. Antes de sair, despediu-se com um &lt;em&gt;até amanhã&lt;/em&gt; e naquele compasso de espera, entre eu levantar a cabeça da papelada e ela abrir a porta, senti-lhe as reticências na voz, como se quisesse dizer mais alguma coisa. Mas sorriu apenas e saiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6678241209554682819?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6678241209554682819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/tem-33-anos-parte-iii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6678241209554682819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6678241209554682819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/tem-33-anos-parte-iii.html' title='Tem 33 anos [parte III]'/><author><name>Joana Ofélia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1301098598950809997</id><published>2009-08-05T02:06:00.002+01:00</published><updated>2009-08-05T02:10:06.742+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maggy&apos;s got it all'/><title type='text'>O alcance de ter escolha</title><content type='html'>... e de não a querer fazer. Não quero. Porquê, se posso ter tudo? O céu e o inferno, o bom e o óptimo, a calmaria e o vendaval? Escolho a terceira alternativa, sempre: os dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1301098598950809997?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1301098598950809997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-de-ter-escolha.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1301098598950809997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1301098598950809997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-de-ter-escolha.html' title='O alcance de ter escolha'/><author><name>Maggy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15703563473661351596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8344046269739034837</id><published>2009-08-02T22:35:00.002+01:00</published><updated>2009-08-02T22:44:15.362+01:00</updated><title type='text'>O alcance do desespero</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;'bora começar os posts todos assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era pequena tinha medo de cães, como todas as crianças que não convivem com animais. Diziam-me então os adultos - quando o meu instinto era desatar a correr se via um cão a menos de 100m - não te mexas, o cão só te faz mal se farejar o teu medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma medida aplica-se perfeitamente às pessoas do sexo oposto que nos interessam - não te mexas, a pessoa só te maltrata/abandona/ignora/abusa de ti se farejar o teu desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena é que, na maior parte das vezes, seja tão difícil controlar os instintos mais primários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8344046269739034837?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8344046269739034837/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-desespero.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8344046269739034837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8344046269739034837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/08/o-alcance-do-desespero.html' title='O alcance do desespero'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6152772895954836572</id><published>2009-07-30T15:35:00.001+01:00</published><updated>2009-07-30T15:36:39.257+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Injustiças'/><title type='text'>O alcance dos gritos</title><content type='html'>Diogo parou para tentar rebobinar a sequência de eventos que o tinham levado até aquele momento. Tinha acordado com aquela leve sensação de angústia, semelhante a quando constatava que só lhe restava uma cápsula de Nespresso na prateleira da cozinha. Com o passar do tempo a angústia tinha-se espalhado até se parecer mais com o que sentia quando sabia que ia falhar um prazo de entrega importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua vida tinha sido um mar de calmaria desde que se lembrava, até ter conhecido Luísa. Por ela tinha-se apaixonado perdidamente, nada a ver com tudo o que tinha experimentado até aí com as outras mulheres que se tinham cruzado no seu caminho. Até então tinha gozado de uma leveza de espírito rara nos homens com quem confraternizava. Andavam sempre todos cheios de problemas... com a mulher, com o carro, com o chefe, com os filhos, com as (ou os) amantes. Ele não, sempre tinha mantido aquela vontade de brindar à vida, sempre vivida de forma intensa e fluida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao início tinha sido tudo tão bom, eram totalmente compatíveis, achava que tinha encontrado a sua alma gémea. Viajaram imenso, fizeram amor em todos os cantos de todos os quartos de hotel por onde passaram. Diogo divertiu-me como nunca, achava que tinha finalmente atingido aquele patamar porque todos os homens e mulheres anseiam, de paz, de segurança, de conforto, de felicidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois um dia os gritos de prazer dela tinham sido substituídos por ordens! Ela queria ter um filho dele, queria um miúdo que herdasse aqueles seus olhões azuis de morrer dentro deles e gemer por mais. E ligava-lhe a toda a hora, queria-o ali a tentar impregná-la, tratando-o como mero contentor dos genes dos futuros filhos dela! Tinha arrastado Diogo de médico em médico, tentando de tudo, obcecada com aquela vontade férrea de parir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem tinha sabido, ela tinha-lhe dito, assim como se o informasse que tinha ganho o euromilhões. Estava grávida dele, não de um, mas de dois, dois filhos dele, dois rapazes, dois fiéis depositários dos seus genes de ouro! Diogo dirigiu-se para a varanda na vã tentativa de apanhar um pouco de ar fresco, dividido entre a filha da putice da culpa que o assaltava por ter cumprido as ordens de Luísa e a vontade de desaparecer para onde os seus gritos nunca mais o alcançassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, devia ter-se posto a milhas assim que os gritos de "fode-me!" foram substituídos pelos de "faz-me um filho!" Agora estava tramado e bem tramado, num beco sem saída, agarrado, prisioneiro sem apelo nem agravo nem perdão possível, condenado para sempre a tudo aquilo que sempre tinha renegado, escravo dela, deles, e de todas as responsabilidades concebidas artificialmente e in vitro! Puta que a pariu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6152772895954836572?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6152772895954836572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/o-alcance-dos-gritos.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6152772895954836572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6152772895954836572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/o-alcance-dos-gritos.html' title='O alcance dos gritos'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2209546104423698365</id><published>2009-07-28T23:32:00.004+01:00</published><updated>2009-07-29T00:43:57.585+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>Chama-se Raquel  [parte II]</title><content type='html'>Ontem chegou triste. Pousou a mala vermelha e saiu rapidamente a querer esconder as lágrimas que teimavam em saltar dos olhos. Penso que terá ido ao WC e que tenha respirado fundo, escondida por trás das portas minúsculas, tentando ter a privacidade que num escritório enorme nunca se tem.&lt;br /&gt;Quando voltou olhou para mim de relance e eu, vergonhosamente, fingi que não estava a observá-la e continuei atrás do meu monitor, espreitando feita uma velha caquética que gosta de coscuvilhar a vida dos outros.&lt;br /&gt;À hora de almoço perguntei-lhe se queria sair um bocadinho e convidei-a a almoçar comigo num restaurante de que gosto muito - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passion Fruit&lt;/span&gt; - ali na 5 de Outubro. Inesperadamente, acedeu.&lt;br /&gt;"Podes só esperar um pouco enquanto faço uma chamada?"&lt;br /&gt;Esperei. E em cinco minutos que ali estive, sentada na minha secretária a escrever post-its para que não me esquecesse das compras que ainda tinha de fazer quando saísse, ouvia-a murmurar que estava farta. Depois desligou.&lt;br /&gt;"Vamos?"&lt;br /&gt;"Claro."&lt;br /&gt;Saímos, ela com a sua mala vermelha eu com a minha castanha e entre o 7º andar e o rés -do -chão, ela quebrou o silêncio que se instala quase sempre nos elevadores.&lt;br /&gt;"Porque me convidaste?"&lt;br /&gt;Surpreendeu-me a pergunta. Ali estava eu, sem ter como fugir, a pouco mais de um metro de distância daquela mulher e com uma pergunta apontada a mim, como se fosse uma arma.&lt;br /&gt;"Não sei bem. Apeteceu-me."&lt;br /&gt;Não disse a verdade. Mas ficámos assim e claro, falámos do tempo e do calor que tardava em chegar. O tempo é sempre uma boa desculpa para quem não sabe o que dizer... e eu não sabia.&lt;br /&gt;No restaurante aquela pessoa deixou de ser quem parecia ser: sorriu, meteu conversa com o empregado e eu diria mesmo que flirtou com ele, deixando-me com uma pontinha de inveja por não ter aquele nível de descaramento: levezinho, subtil como uma pena mas perceptível a quem vê. Abriu-se num sorriso e perguntou da minha vida e eu, que pensava que iria ali para saber mais dela, acabei por falar mais de mim sem qualquer receio ou constrangimento. Estranho, diria.&lt;br /&gt;Antes de entrarmos no escritório disse-se apenas "obrigada". E voltou a olhar para o telefone, mais uma vez, à espera que tocasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2209546104423698365?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2209546104423698365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/chama-se-raquel-parte-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2209546104423698365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2209546104423698365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/chama-se-raquel-parte-ii.html' title='Chama-se Raquel  [parte II]'/><author><name>Joana Ofélia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3144746524899758947</id><published>2009-07-28T20:23:00.003+01:00</published><updated>2009-07-28T20:32:44.700+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maggy is finally free'/><title type='text'>Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come</title><content type='html'>Décima quarta. E espero não ser a última, que 'the more the merrier'. A ver vamos o que sai daqui. Não se surpreendam muito, sim? Porque aqui posso escrever o que me der na real gana. E olhem que me tem dado tanto, mas tanto na real gana nas últimas semanas... como me apaixonei perdidamente, o que não seria grande novidade, mas por outra mulher, o que também não é assim uma novidade tão grande, convenhamos. Bom, para mim é.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigada pelo convite, meninas :) Vou adorar estar aqui, já para não dizer que é uma honra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3144746524899758947?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3144746524899758947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3144746524899758947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3144746524899758947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho.html' title='Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come'/><author><name>Maggy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15703563473661351596</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-9198478506205877320</id><published>2009-07-27T00:07:00.003+01:00</published><updated>2009-07-27T00:37:31.027+01:00</updated><title type='text'>Relações-qualquer-coisa</title><content type='html'>ela descrevia-me a noite anterior, de sábado, pensara ir a um restaurante mas ao chegar à porta tinha visto o carro do querido dela ["estamos terminados"] e tinha mudado de ideias. "O meu querido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei muito nisso porque gostei da expressão mas não deixei de a achar estranha, o meu querido, não o meu namorado, marido, ex qualquer coisa.&lt;br /&gt;Também eu tenho vários ex-qualquer-coisa. Qualquer coisa.&lt;br /&gt;Das milhares de expressões que inventamos para não nos comprometermos com outra pessoa:&lt;br /&gt;Uma tipa com quem ando a sair, é só o X dormimos juntos umas vezes, é a miúda que ele anda a comer, anda metida com o Y, andam enrolados, tiveram um caso, deram umas voltas.&lt;br /&gt;Ganhamos aversão a palavras como namorado, achamos fabuloso quando alguém se casa "que coragem", como se fosse saltar de um avião sem para-quedas, que coragem, outras vezes só encolhemos os ombros porque "está-se mesmo a ver no que é que aquilo vai dar", como se a alternativa, saltitar de relações-qualquer-coisa fosse tão melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que desvalorizamos tudo aos outros, enquanto estamos mesmo a ver no que é que aquilo vai dar, fazemos tudo para não ser aquelas pessoas que têm relações sérias, para não ter destroços se a coisa corre mal, para não ter restos de separações dramáticas com lágrimas dentro de nós que poderiam deixar marcas, para não cair numa rotina de casal que se senta a jantar sem palavras para dizer um ao outro, que se trai, que se maltrata um ao outro porque está farto e aborrecido, que se odeia silenciosamente, que se irrita com todos os pequenos defeitos do outro, que fantasia com terceiros.&lt;br /&gt;Porque de facto, quando observadas de fora e de perto, todas as relações são más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pior parte de ser solteira é ter pavor de deixar de ser. Ou então, se calhar, é a melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-9198478506205877320?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/9198478506205877320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/relacoes-qualquer-coisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9198478506205877320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9198478506205877320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/relacoes-qualquer-coisa.html' title='Relações-qualquer-coisa'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6516590527184010019</id><published>2009-07-23T23:22:00.002+01:00</published><updated>2009-07-23T23:25:54.309+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Este post seria bem mais ridículo se o escrevesse como o sinto'/><title type='text'>Fucked up dear John letter</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o que eu já me ri... mas conto.&lt;br /&gt;então,o tal, seguro e amoroso e tal... ai lá vem o riso... hahahaha...aquele de quem eu disse maravilhas... hahaha... eu, eu a falar como se ele fosse muito maduro... hahahah... eu a ler-lhe coisas certas e acertadas, naturais que só podiam ser verdade... ai esperem que não aguento...hahaha... eu a pensar sim senhor, metes tantos num chinelo... ai doi-me a barriga de rir... e... e...e... ele... sempre à altura, sempre a corresponder e a investir... hahaha.. pensar no que ele investiu....hahahah... ele... hoje do nada que não, é melhor assim, que não nos vamos aborrecer... hahahaha... foi muito bom!&lt;br /&gt;Eu sem perceber muito bem a principio como quando no meio de um abraço sai uma alarvidade e nos vamos soltando lentamente... hahahaha e de repente nos cai o céu em cima e o peso do mundo nos ombros... hahahaha... e depois a ouvir aquilo tudo muito frase feita, muito coladinho com cuspo e "é assim que devo dizer, pois" hahahaha... já estou no chão... hahahaha... ...isto é triste, vou só ali agrafar a lingua aos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: Abóbora debulhada em pevides&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6516590527184010019?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6516590527184010019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/fucked-up-dear-john-letter.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6516590527184010019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6516590527184010019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/fucked-up-dear-john-letter.html' title='Fucked up dear John letter'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4840224558954293314</id><published>2009-07-23T19:56:00.001+01:00</published><updated>2009-07-23T19:59:44.681+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinto-me simplista por isso fica ora abobora'/><title type='text'>Eu sei que isto não é o da Joana, muito menos da Abóbora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas cheguei há pouco a mais uma alusão que só cabe aqui.&lt;br /&gt;Escadotes lembram-me - hoje mais uma vez - snakes and ladders. Como o jogo, pois.&lt;br /&gt;Enquanto ladder sobem-nos, levam-nos aos píncaros, ego ao alto, saltinhos de nenúfar em nenúfar. Depois, aparece a snake no caminho e é desandar ladeira abaixo sem passar na casa da partida.&lt;br /&gt;Andava eu em treinos para bitchier bitch quando fui distraída por um destes. Felizmente estou quase de volta aos treinos, falta só o grito e choradela finais e um brevissimo luto de risota e muito sarcasmo.&lt;br /&gt;Para acompanhar, segue-se dentro de horas post catarsico-ressabiado (sort of que we are ladies) em formato dear john letter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4840224558954293314?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4840224558954293314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/eu-sei-que-isto-nao-e-o-da-joanamuito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4840224558954293314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4840224558954293314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/eu-sei-que-isto-nao-e-o-da-joanamuito.html' title='Eu sei que isto não é o da Joana, muito menos da Abóbora'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4843440236831814218</id><published>2009-07-19T21:40:00.003+01:00</published><updated>2009-07-19T21:52:00.629+01:00</updated><title type='text'>Quero casar por procuração, pode ser?</title><content type='html'>Não é bonito eu sei, mas é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de um homem para levar os sacos do lixo [um velhinho que andou atrás de mim dizia "todas as mulheres precisam de um homem nem que seja para, como dizem, levar o lixo para o caixote"].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de um rapaz que me escreva &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amo-te&lt;/span&gt; com o calor do cigarro no papel de fax, 100 vezes seguidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de um namorado que me gabe as ancas [pouco haverá para gabar também] e me faça sentir muito bonita, inteligente, maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de um amigo especial com quem partilhar tardes de chuva de inverno, da única maneira mesmo boa de passar as tarde de chuva de inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de um caso que me envie mensagens a meio da noite [ou da tarde], mesmo que sejam amorosas e me façam rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus queridos, eu já passei dos 30, aos 20 é que essas coisas tinham imensa graça.&lt;br /&gt;Agora era mesmo só trocar umas palavras a meio de algum jantar enquanto se combinam horários para ficar/buscar/levar/deixar os miúdos, as compras de supermercado e um fim de semana em qualquer lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4843440236831814218?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4843440236831814218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/quero-casar-por-procurac.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4843440236831814218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4843440236831814218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/quero-casar-por-procurac.html' title='Quero casar por procuração, pode ser?'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3989666803069928102</id><published>2009-07-16T22:35:00.003+01:00</published><updated>2009-07-16T22:40:16.201+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deixo-a agora'/><title type='text'>Dear John letter nunca deixada</title><content type='html'>Eu podia parar com isto. Podia. Mas nunca to disse. E isso provoca ecos que duram o tempo que tiver de ser. Ecos que descem por mim abaixo e nunca me largam. Ouço-me desancar-te, encostar-te à parede, fazer-te num oito e no fim nunca mais te ver. Vejo-me explodir-te na cara todas as verdades a que fugiste e eu tinha tão alinhadinhas para te dizer.&lt;br /&gt;Era tudo piropo, tesão e "minha Nossa Senhora" até um dia. O dia do costume.&lt;br /&gt;Um dia deixaste de me tocar, de me elogiar de me deixar o ego nos píncaros. Assim, sem mais nada. Um dia ías ser pai, eu era a outra, e tinhas de te portar bem. Portar bem... "achas que tenho condições de te dar o que queres?" - ai pensar no ridículo clichet que te revelaste chega a ser cruel - eu não via nada, claro. Para mim, estavas "só" a ser cobarde. E era tão mais que isso. O alcance da coisa era tão maior que os ecos ali em cima só ficaram no presente por pura estética ou preguiça. Já não os ouço, já não quero saber. Também ainda não quero tropeçar em ti. Mas os ecos, já não ouço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3989666803069928102?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3989666803069928102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/dea-john-lettter-nunca-deixada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3989666803069928102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3989666803069928102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/dea-john-lettter-nunca-deixada.html' title='Dear John letter nunca deixada'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2655698254764802110</id><published>2009-07-16T10:37:00.002+01:00</published><updated>2009-07-16T10:49:57.652+01:00</updated><title type='text'>Quero aqui deixar o meu agradecimento público</title><content type='html'>aos meus "amigos" homens e casados que, tendo tentado descobrir na minha intimidade pormenores sórdidos ou (no mínimo) de algum interesse erótico e não tendo conseguido vislumbrar mais do que um dia-a-dia banal, sem aventuras de realce, sem toques de sordidez de alcova, fizeram o favor de me tentar formatar a personalidade para uma mais aceitável no feminino - nomeadamente dizendo que eu não arranjava homem por ser [sic] &lt;em&gt;bruta como as casas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus caros, eu em querendo ser insultada ou maltratada iria mais vezes ver o meu pai ou, quem sabe, já teria casado com um tipo parecido convosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha gratidão para com vocês é tanta que temo não poder pagar-vos de forma alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficará para uma próxima vida em que eu, reencarnada numa magnífica ave de rapina, vos pouparei a vida e a saúde - vós reencarnados em pequenos animais rastejantes que servem de alimento às aves de rapina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2655698254764802110?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2655698254764802110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/quero-aqui-deixar-o-meu-agradecimento.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2655698254764802110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2655698254764802110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/quero-aqui-deixar-o-meu-agradecimento.html' title='Quero aqui deixar o meu agradecimento público'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-9149122982236257501</id><published>2009-07-15T14:17:00.002+01:00</published><updated>2009-07-15T14:21:14.820+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comes around'/><title type='text'>What goes around...</title><content type='html'>Havia uma casa. O sofá que compraram, a cama, o wc verde alface e o rosa shock; as noites em que a tv nem era ligada e os fins de semana de limpezas a dois e solinho na piscina. Viviam juntos…faziam planos para o futuro e o jantar com um sorriso. Não, ele não estava sozinho quando te encontrou a dançar e não era uma louca com quem dormiu uma vez que lhe mandava mensagens que falavam de corpos, beijos e esperas longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida, e o nome dela que tantas vezes me pedias para procurar, não era esse que o telemóvel mostrava; se pudesse, teria dito logo que não…ela não é uma horrorosa, encalhada que não tinha mais ninguém por quem esperar. Conseguisse eu odiar-te e não tinha evitado tantas das vossas discussões, não teria oferecido o meu ombro para lágrimas e não deixava que me chamasses amiga. Querida, soubesses tu quem sou e não me tinhas pedido para lhe fazer companhia, para o vigiar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-9149122982236257501?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/9149122982236257501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/what-goes-around.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9149122982236257501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/9149122982236257501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/what-goes-around.html' title='What goes around...'/><author><name>Lux</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00444976983509729363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2857044003987901516</id><published>2009-07-14T18:52:00.004+01:00</published><updated>2009-07-14T19:12:41.125+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quem é amiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quem é?'/><title type='text'>Prevenir as quedas</title><content type='html'>"Ao contrário do que pode pensar, as quedas e os acidentes raramente &lt;em&gt;acontecem&lt;/em&gt;. De facto, podem ser tomadas muitas medidas simples que reduzem a possibilidade de estes ocorrerem. Tenha presente que para fazer uma mudança nos seus hábitos vai ser necessário empenho.&lt;br /&gt;Para reduzir as suas hipóteses de cair é muito importante que:&lt;br /&gt;Reconheça os motivos, relacionados consigo ou com o seu ambiente, que o podem levar a cair; corrija hábitos e atitudes que possam favorecer quedas; torne a sua casa mais segura e à prova de queda, já que a maioria das quedas que provocam uma fractura acontecem em casa."&lt;br /&gt;Para as interessadas mais aqui:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aporos.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=60&amp;amp;Itemid=68"&gt;Associação Nacional contra a Osteoporose&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2857044003987901516?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2857044003987901516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/prevenir-as-quedas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2857044003987901516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2857044003987901516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/prevenir-as-quedas.html' title='Prevenir as quedas'/><author><name>Maria Francisca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12037896561525619710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6594489975103710269</id><published>2009-07-11T22:55:00.002+01:00</published><updated>2009-07-11T22:58:14.202+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etc e tal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceito de culpa total'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Permita-me a cara colega dizer de minha justiça</title><content type='html'>Eu cá acho que a culpa tem de ser alguém, e que foi para isso que as relações foram inventadas. Para que os seus intervenientes sejam os amos da culpa, mestres das obrigações e  senhores dos já devias saber e se não sabes é porque já não gostas de mim.&lt;br /&gt;Quem mais tem a obrigação de saber tudo, desde a hora a que se tira o peixe do forno até à quantidade de vestidos que se compra por mês do que quem nos mete pele, carne e fluidos dentro? Quem mais passa mais horas dentro do nosso corpo, à parte nós mesmas (que já fomos suficientemente castigadas com borbulhas, queimaduras, saldo negativo)?&lt;br /&gt;Sou apologista da culpa total: as pessoas com quem temos relacionamentos têm a culpa de todos os males do mundo, desde a crucificação de Cristo, passando pela segunda guerra mundial, não esquecendo a extinção do tigre branco e terminando na dita borbulha.&lt;br /&gt;A redenção total passa por uma boa foda ou uns carinhos na cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6594489975103710269?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6594489975103710269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/permita-me-cara-colega-dizer-de-minha.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6594489975103710269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6594489975103710269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/permita-me-cara-colega-dizer-de-minha.html' title='Permita-me a cara colega dizer de minha justiça'/><author><name>Flavia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13073522639413892382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-7347376091703729400</id><published>2009-07-11T21:32:00.005+01:00</published><updated>2009-07-11T21:58:14.336+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>Nem tudo o que parece é</title><content type='html'>De manhã ela traz uma máscara de boa-disposição: chega ao escritório e cumprimenta as pessoas com um sorriso saudável. Consulta a agenda, verifica a papelada e começa a trabalhar. Eu, do outro lado da sala, limito-me a fazer conversa de circunstância e a sorrir na mesma medida - a simpatia nunca fez mal a ninguém e a rapariga nunca foi mal-educada comigo; apenas chegou há pouco tempo e ainda não houve tempo para afinar o nosso relacionamento profissional.&lt;br /&gt;Por vezes levanto os olhos do meu trabalho e noto-lhe um olhar triste, tão triste e perdido que fico com vontade de me sentar à sua frente, deixar-me de conversas de circunstância e perguntar-lhe se está tudo bem, ou perguntar-lhe mesmo em tom de confirmação "Não está tudo bem, não é verdade?"&lt;br /&gt;Veste-se bem, não usa demasiados acessórios e o cabelo é luminoso, tão luminoso que já foi tema de conversa entre nós - a única vez que falámos um pouco mais. Confessou-me não usar produtos caríssimos comprados no cabeleireiro mas antes aqueles produtos brasileiros que quase ninguém se atreve a comprar, pelo menos as portuguesas, diz ela. O que é certo é que até eu já os procurei e não os encontro.&lt;br /&gt;Não recebe telefonemas ou mensagens. Olha de vez em quando para o telefone e acho que se limita a confirmar aquilo que estava à espera  - ninguém a procurou. Fica sempre com um semblante triste que automaticamente disfarça se nota que está a ser observada. Escreve muito num caderninho cor-de-rosa, com um lápis de carvão e desconfio que é ali que guarda todos os pensamentos. É bonita mas parece-me infeliz, ou então é só impressão minha que tenho a mania de tentar ver para além daquilo que me é dado a ver.&lt;br /&gt;Qualquer dia pergunto-lhe pelos tais produtos brasileiros e quem sabe... talvez seja esse o mote para mais algumas conversas ou desbafos e quiçá, uma futura amizade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-7347376091703729400?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/7347376091703729400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/nem-tudo-o-que-parece-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7347376091703729400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7347376091703729400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/nem-tudo-o-que-parece-e.html' title='Nem tudo o que parece é'/><author><name>Joana Ofélia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2559153300727670696</id><published>2009-07-11T18:15:00.003+01:00</published><updated>2009-07-11T18:41:53.031+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culpa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ódio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ressentimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desamor'/><title type='text'>a culpa não morre - de todo - solteira</title><content type='html'>Adoro todas as minhas amigas mas começo a fartar-me da conversa das  divorciadas que culpam os ex-maridos de todas as desgraças e dores, faltas e falhas, borbulhas e queimaduras no fogão. Oh porque o cabrão telefonou quando estava a fazer a depilação, enervei-me e espalhei a cera no sítio errado, porque aquele filho da puta veio buscar os putos ainda nem tinham jantado e, quando ouvi a campainha, agarrei no pirex do peixe assado sem pegas, porque ando chateada sem homem e é verão e só vejo casais nas esplanadas e gastei o ordenado todo em vestidos e agora aquele sacana não adianta o dinheiro dos filhos do mês que vem, não aguento uma relação porque aqueles anos todos com aquele estupor me deixaram muito marcada e magoada, porque a parede da sala está toda esburacada com os pregos dos quadros horríveis dele, porque há uma crise mundial e não fui aumentada e a culpa - não sei como, mas tenho a certeza! - só pode ser dele, quando investiu na bolsa o dinheiro que a tia lhe deixou e acho que foi isso que provocou a queda global das bolsas, eu bem lhe tinha dito que era preciso era mudar de carro, aquele inútil nem isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que seriam uns trastes, pois está claro, seja porque nos deixaram e trocaram por uma flausina pirosa com as mamas todas de fora, seja porque lhes metemos as malas à porta, fartas de tanta migalha, pelo no lavatório e a almofada do sofá marcada com o rabo deles. Mas isso não impede de sermos umas princesas que merecemos melhor: e merecer melhor começa por apagar esse ódio e esquecermo-nos de todos esses detalhes menos felizes. E - vá, um esforço - reconhecer que também não fomos sempre perfeitas e, às vezes, a culpa não é de ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2559153300727670696?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2559153300727670696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/culpa-nao-morre-de-todo-solteira.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2559153300727670696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2559153300727670696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/culpa-nao-morre-de-todo-solteira.html' title='a culpa não morre - de todo - solteira'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8870495794738926987</id><published>2009-07-11T01:00:00.001+01:00</published><updated>2009-07-11T01:02:11.475+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etc e tal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='berbequins'/><title type='text'>Será de mim?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O raio do homem resolve aparecer sempre na altura certa de berbequim em riste.. ora, quem resiste...?! Nem é o meu género, mas aquele gesto tira-me do sério. A falta que um homem destes faz numa casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8870495794738926987?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8870495794738926987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/sera-de-mim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8870495794738926987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8870495794738926987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/sera-de-mim.html' title='Será de mim?'/><author><name>Maria Francisca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12037896561525619710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3090417148880152408</id><published>2009-07-10T14:21:00.003+01:00</published><updated>2009-07-10T14:45:07.977+01:00</updated><title type='text'>Do alcance</title><content type='html'>Não tenho a certeza se o título do blog se torna perceptível para quem nos visita, presumo que não e vou esclarecer (sob pena de nos tornarmos um blog de prosa encriptada e de consumo exclusivamente interno).&lt;br /&gt;É preciso que se diga que este blog procede de um outro, também colectivo. Algumas de nós já escrevíamos no primeiro e só transitámos. Outras não. Algumas de nós conhecem-se. Outras não. Nenhuma de nós sabe na íntegra quem é quem sob os pseudónimos com que assinamos. Algumas de entre nós são amigas, outras conhecem-se e outras nem isso. Algumas de nós confessaram a outras quem eram. Outras permanecem na bruma.&lt;br /&gt;A ideia de formação do blog surgiu numa caixa de mensagens do facebook em que, tentando combinar um jantar de amigas, começámos por falar no local para o jantar e acabámos a falar em chaves de fendas e escadotes. Do alcance deles. Com muitos trapos pelo meio, evidentemente.&lt;br /&gt;Dessa conversa de 119 mensagens trocadas nasceu o "alcance dos escadotes", não o blog mas as teorias sobre se o tamanho importa e em que dimensão (comprimento, largura) em que prevaleceu a magnífica "é como os escadotes, chegam a mais lados".&lt;br /&gt;E portanto, foi assim.&lt;br /&gt;Lembram-se?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3090417148880152408?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3090417148880152408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/do-alcance.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3090417148880152408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3090417148880152408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/do-alcance.html' title='Do alcance'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6612269717062506467</id><published>2009-07-10T13:25:00.002+01:00</published><updated>2009-07-10T13:36:38.419+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amanhecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arrepios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tonturas'/><title type='text'>Uma imensidão de degraus</title><content type='html'>São os teus braços. São eles que me prendem, que me deixam tonta. Sempre deixaram. E naquela noite em que todos rodopiavam e ele chegou para nos lembrar o que já fomos, matar as saudades de ti era só mais uma pequena vertigem. O Jogo ficou decidido no primeiro minuto da noite; o meu corpo só dançava para os teus olhos que ficaram parados em mim. Foi assim. Passou muito tempo…deixamos passar muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa como chegamos…já cá em baixo, presa no teu abraço e no desequilíbrio de ser tua outra vez, os beijos disseram todas as coisas que não podemos. Olhámos para cima, olhaste para mim e num sorriso lembras-me “são seis andares, uma imensidão de degraus…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma subida de sorrisos, memórias e coisas novas…tudo junto, tudo. E sempre devidamente compassado, como se a musica nos tivesse ficado no corpo. Sem pressas, a ver os carros e as pessoas a ficarem pequenos, tão pequenos quando nos afastamos…e sorriamos. Um andar de cada vez…muito devagar, sem nos cansarmos. E quando chegamos ao quarto do sexto, ainda houve tempo de ver o sol a nascer na nossa janela, mesmo antes de me aninhar em ti para dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6612269717062506467?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6612269717062506467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/uma-imensidao-de-degraus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6612269717062506467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6612269717062506467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/uma-imensidao-de-degraus.html' title='Uma imensidão de degraus'/><author><name>Lux</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00444976983509729363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4354763465320369715</id><published>2009-07-09T12:00:00.001+01:00</published><updated>2009-07-09T12:01:50.636+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='canibalismo'/><title type='text'>Quero chupar o teu joelho!</title><content type='html'>Hoje quando te agarrar não te largo mais e vou directa a esse pequeno triângulo carnal que dança sensualmente à frente dos meus olhos. Não penses que te escapas, rasgo-te a pele das pernas com as unhas e com os dentes, prometo não me engasgar com os teus pelos. Depois chupo-te o sangue todo até arrotar vermelho. E provo-te que é falácia o que dizem sobre a carne de ser humano, que não presta ou que sabe mal, é precisamente o contrário! Se soubessem o manjar com que dormem ao lado, viravam todos canibais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, porque já te cheirei a carne viva e quase te posso descrever o sabor que daqui a pouco irá agraciar a minha boca esfomeada de ti. Eu sei que a tua carne é tão macia que nem precisarei mastigá-la, irei senti-la desfazendo-se de encontro ao céu da boca enquanto ouço ecos de anjos a cantarem um hino celestial à divindade que é a tua substância. Irei comer tudo à volta do teu joelho, irei chupá-lo até não restar pinga de sangue nem pedaço de carne, até ficar limpo de matéria, branco, seco, fantasma daquilo que um dia me fez enlouquecer e querer chupar o teu joelho até rebentar de prazer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4354763465320369715?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4354763465320369715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/quero-chupar-o-teu-joelho.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4354763465320369715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4354763465320369715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/quero-chupar-o-teu-joelho.html' title='Quero chupar o teu joelho!'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1846758305513879653</id><published>2009-07-08T13:34:00.002+01:00</published><updated>2009-07-08T13:36:26.998+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte em vida'/><title type='text'>Depois do adeus</title><content type='html'>"Dá-me um beijo" pediu-lhe em jeito de súplica. "Já não gosto dos teus beijos" respondeu-lhe ela evitando olhar para aqueles olhos de cachorro abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente agoniava-se com o cheiro dele, aquele misto de suor e cerveja com tabaco que se tinha tornado insuportável para o seu sensível olfacto. A náusea superava a pena, e era apenas isso que a tinha mantido ali tantos e tantos anos, ao lado de um homem que não sabia ser humano. Saiu para o quarto, determinada a fazer a mala pela última vez, tentando afastar da ideia as questões que ainda a assolavam... quem iria tomar conta dele? Da sua roupa, da comida, das contas corriqueiras que ela tinha tratado toda a sua vida? Quem iria manter este homem do lado aceitável da barreira social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirou profundamente e concentrou-se no que tinha para fazer. Sabia que iria encontrá-lo, revê-lo nas esquinas da cidade, deitado nos bancos de jardim, assumindo o rosto de todos os sem-abrigo que se atravessassem no seu caminho. Lia-lhe o destino ainda antes do seu inevitável desenlace. Mas tinham sido muitos anos, demasiados, e sentia-se demasiado fraca para continuar ali. Precisava de encontrar um espaço, em silêncio, um convento seria bom, um sítio onde não precisasse de pensar em nada nem tomar conta de si nem de ninguém. Encomendaria a sua alma a Deus, e a dele também. Se passasse os dias que lhe restavam a rezar seria apenas para que a morte dele fosse breve e sem sofrimento. E já agora que não o deixassem morrer ao relento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1846758305513879653?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1846758305513879653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/depois-do-adeus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1846758305513879653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1846758305513879653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/depois-do-adeus.html' title='Depois do adeus'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6712831556706605527</id><published>2009-07-07T23:40:00.002+01:00</published><updated>2009-07-07T23:49:07.252+01:00</updated><title type='text'>Escadote novinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escadotes que me fazem pensar. Que nem merece a pena, não se interpretam escadotes. São assim e não se explicam. E eu sei isso, como todas sabemos. Mas não aprendo, nem quero.&lt;br /&gt;Caio, fico no chão. Estatelei-me. Nunca mais volto a subir juro a mim mesma, de cabeça entre os bracos, lágrimas que começam de dor, correm de raiva e queimam quando já não quero mais chorar e continuam. Secam, a dor eventualmente passará bem como as marcas. Algumas&lt;br /&gt;Mais cedo ou mais tarde volto a por-me a mesma idiota questão: subo, não subo? Rodeio-o, cirando em volta dele. Pode ser o mesmo, embora tenha a regra de não subir o mesmo escadote de onde caí, há uns anos. Encontro novos. Aprendi mais qualquer coisa, acho que bati no fundo da ultima vez e nada podera ser tao mau.&lt;br /&gt;Vejo-o novinho a estrear. Vejo-o ali quieto, nem sequer me tenta enganar. Provoca-me vagamente e eu acho que tudo correrá bem desta vez. Subo um degrau, outro. Gosto, quero continuar. De repente, um estremeção. E eu não sei se é aviso ou prova. E claro, em degraus baixos que estou, o tombo será pequeno, continuo. E ele está ali, seguro, quieto. Não me atira ao chao, não me ajuda a subir. Não tem pressa. Acho que é só isso. Acho. Mas gosto dele, ainda estou na fase de o querer subir no matter what.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6712831556706605527?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6712831556706605527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/escadote-novinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6712831556706605527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6712831556706605527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/escadote-novinho.html' title='Escadote novinho'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1650447693083987471</id><published>2009-07-07T23:34:00.003+01:00</published><updated>2009-07-07T23:39:28.379+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inicio'/><title type='text'>A décima terceira...</title><content type='html'>... ao que parece sou eu. Nada mal para começar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1650447693083987471?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1650447693083987471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/decima-terceira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1650447693083987471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1650447693083987471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/decima-terceira.html' title='A décima terceira...'/><author><name>Maria Francisca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12037896561525619710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5794028393243906416</id><published>2009-07-07T09:39:00.004+01:00</published><updated>2009-07-07T09:55:14.662+01:00</updated><title type='text'>Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram*</title><content type='html'>&lt;em&gt;Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no entanto preciso que se diga que no processo [lento ou rápido] em que tudo se decompõe, se desintegra, se desfaz há partes de nós que vão desaparecendo. Que nem por isso ficamos mais fortes, mais imunes, mais vacas, melhores pessoas, mais mulheres.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If anything&lt;/em&gt; ficamos mais frágeis, com menos fé, mais fracas, menos dóceis, mais duras, mais tristes, com mais mágoas, menos inocentes.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If anything&lt;/em&gt; ficamos piores pessoas, piores mulheres.&lt;br /&gt;Ou pelo menos comigo é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Ary dos Santos e Fernando Tordo, Estrela da Tarde&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5794028393243906416?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5794028393243906416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/foram-noites-e-noites-que-numa-so-noite.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5794028393243906416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5794028393243906416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/foram-noites-e-noites-que-numa-so-noite.html' title='Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram*'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5099834007842328366</id><published>2009-07-06T14:11:00.001+01:00</published><updated>2009-07-06T14:12:49.275+01:00</updated><title type='text'>Coisas que me atormentam</title><content type='html'>Mas não podiam ter achado um tipo mais gay para os anúncios dos saldos no Corte Inglès? É que aquele loiro descompensado não é gay o suficiente para me fazer gastar dinheiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5099834007842328366?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5099834007842328366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/coisas-que-me-atormentam.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5099834007842328366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5099834007842328366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/coisas-que-me-atormentam.html' title='Coisas que me atormentam'/><author><name>soquete girl</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6979653917590299474</id><published>2009-07-05T10:40:00.002+01:00</published><updated>2009-07-05T10:57:55.649+01:00</updated><title type='text'>Um dia eu achava</title><content type='html'>&lt;img src="http://cache.gawker.com/assets/images/io9/2009/07/snowwhite.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criada como todas as meninas, achando que um dia ia encontrar um príncipe, cavalo branco, salvação e todas essas coisas. A pessoa cresce e chega lá, morre de aborrecida, deita tudo ao ar, mas há sempre qualquer coisa que fica, uma réstia de crença absurda e infantil na salvação e no amor eterno que não se dissolve na espuma de todos os dias, que dura no meio dos gritos, dos bolsados, noites mal dormidas, flirts com terceiros e trânsito parado.&lt;br /&gt;Acredita porque quer, porque não suporta não acreditar, mal sabendo que tudo já se tornou impossível, que ao longo dos anos e das desilusões o que ficou foi a parte prática não romântica que lhe permitiu subsistir todos os outros dias no vazio.&lt;br /&gt;Aos 10 anos, é difícil pensar que um dia vamos olhar para o amor-da-nossa-vida-príncipe-cavalo-branco e pensar "não sou eu, és tu que já não me dás tusa".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6979653917590299474?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6979653917590299474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/um-dia-eu-achava.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6979653917590299474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6979653917590299474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/um-dia-eu-achava.html' title='Um dia eu achava'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-344419372315838179</id><published>2009-07-03T00:05:00.006+01:00</published><updated>2010-02-13T15:57:45.739Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='joana ofélia'/><title type='text'>Décima segunda</title><content type='html'>Eu, Joana Ofélia, estou aqui para subir os escadotes.... sem tombos, de preferência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-344419372315838179?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/344419372315838179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/decima-segunda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/344419372315838179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/344419372315838179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/decima-segunda.html' title='Décima segunda'/><author><name>Joana Ofélia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-5381886851852628055</id><published>2009-07-02T20:59:00.001+01:00</published><updated>2009-07-02T21:00:08.881+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><title type='text'>To boldly go where no man has gone before</title><content type='html'>Passou a mão pelo cabelo e pensou que tinha mesmo que ir apanhar ar. Talvez não tivesse sido grande ideia esta de fazer um cruzeiro em família, não dele claro estas ideias nunca eram dele, limitava-se a comparecer e a pagar a conta no final. Balbuciou uma desculpa e saiu para o convés convencido que o ar fresco da noite o ajudaria a limpar a névoa que se tinha instalado sobre a sua cabeça assim que tinham embarcado. Recordava agora esse momento, ela delirante, as crianças transbordando duma irritante felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava em conversas que já tinha tido com alguns colegas do trabalho, que era de homem fazer sacrifícios pela família, alguns até passavam a gostar disso, inclusive das romarias aos centros comerciais arrastados pelas mulheres à procura do último disco do Tony Carreira. Era de homem chegar-se à frente e proporcionar esse prazer à mulher, comprando o disco do tal fulaninho com que elas suspiravam à noite quando se viravam de costas alegando dores de costas ou de cabeça ou de qualquer outra parte do corpo em que o pobre do marido se lembrasse de pensar em tocar-lhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de homem tudo aquilo, a família em primeiro lugar e ele em último. Mas agora nesse momento de solidão, por baixo de um céu pejado de estrelas e envolvido pelo reconfortante silêncio do oceano profundo, nada disso parecia fazer sentido. Toda aquela vida era uma merda, tinha sido desde o dia em que lhe tinha dito o malfadado sim, avançando por um caminho que não escolheria nem de olhos vendados! Seria tarde demais? Ela parecia ser feliz, adorava os pequenos prazeres que o dinheiro dele lhe proporcionava. As crianças iam pelo mesmo caminho, soando-lhe tão a falso aqueles "ohhh siimmm! És o melhor pai do mundo!!" que recebia sempre que lhes comprava as inutilidades caríssimas que lhe pediam. Uma vida inteirinha de sacrifício, porquê, para quê e sobretudo em nome de quem??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acercou-se do corrimão e olhou lá para baixo, para as ondas de espuma que rodeavam o navio. Se toda a navegação fosse assim, tão suave, sem balanços nem sacudidelas... era o tudo ou nada, sentia-o a quebrar-se dentro de si. A parte anterior, já casca, ficaria ali, vazia, oca, morta... e a nova partiria enfim, atirando-se de cabeça para o desconhecido, preferindo mil vezes isso a ter que as enfrentar novamente, a ela e a essas crianças iguaizinhas à mãe. Lentamente subiu para cima do corrimão, olhou para o céu e para as estrelas, abriu os braços e pela primeira vez em toda a sua vida voou, um voo solitário, mas suave, sem balanços nem sacudidelas nem amarras nem limites!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-5381886851852628055?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/5381886851852628055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/to-boldly-go-where-no-man-has-gone.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5381886851852628055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/5381886851852628055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/to-boldly-go-where-no-man-has-gone.html' title='To boldly go where no man has gone before'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4451140493438375032</id><published>2009-07-02T01:18:00.005+01:00</published><updated>2009-07-02T01:41:19.521+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sorte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pés descalços'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='azar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cacos de espelhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vertigens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abismos'/><title type='text'>O canto das cigarras-tritão</title><content type='html'>Mudamos, é assim, muda tudo, mudamos nós também. E, no entanto, algumas coisas ficam sempre, os pés descalços sobre o soalho nas noites de verão, as calças de linho atadas na cintura,  as mesmas, agora macias de uso e lavagens, as cigarras imaginárias lá fora, as traças esmagadas contra as paredes. Mas mudamos, é inevitável. Lembro-me - agora tão vagamente,  quase me parecem memórias emprestadas - do imenso medo de atirar os sapatos pela janela fora. O pavor de poder ter que pisar, ao mesmo tempo, cascas de ovos e pedaços de espelhos partidos. Em bicos dos pés, bailarina atabalhoada em pontas, na pirueta a queda certa, os cacos espetados pelo corpo (sem rasgarem a roupa; como são violentas essas feridas invisíveis). Mas sempre insistindo e não se pode dizer - dizemos mas é tão mentira - que se crie calo, que doa menos nas próximas vezes, se alguma coisa, dói mais porque já sabemos e a antecipação da dor não a atenua, antes a aumenta. Desistimos, é certo, em certas alturas mas depois, não, não é coragem - dizemos que sim mas é tão mentira - é só atracção do abismo, vertigem (do degrau mais alto), que nos faz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atirar de novo os sapatos pela janela, desatar uma vez mais os atilhos e pisar - eventualmente, inevitavelmente - dizemos depois - mais cacos, mais vidros, mais cascas de ovos. Sem as quebrar, sem quebrar tudo à nossa volta a começar nas pontas dos dedos e a teminar nas raízes dos cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudamos. Passamos a bailarinas permanentes, sempre em pontas, o contacto com o chão já desligado. Desligadas, etéreas, eternas na vontade de nos descalçarmos e atirar os sapatos - e a precaução - pela janela fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só muda o desaparecimento do medo. O resto é - apenas e só, lamento dizê-lo, não acreditando eu no destino - uma questão de sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4451140493438375032?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4451140493438375032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/o-canto-das-cigarras-tritao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4451140493438375032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4451140493438375032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/o-canto-das-cigarras-tritao.html' title='O canto das cigarras-tritão'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8509655788334599641</id><published>2009-07-01T22:50:00.005+01:00</published><updated>2009-07-01T23:06:50.460+01:00</updated><title type='text'>À volta dos degraus</title><content type='html'>Foi tão bom para ti subir este escadote como foi para mim?&lt;br /&gt;.........&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Leva-me contigo ao topo do escadote!&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Hoje é dia de bricolage?&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Acabas de subir mais um degrau na minha consideração.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Isto é infindável e deveras divertido! Escrever sobre um acessório arrumado sem nobreza nem glória numa escura arrecadação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8509655788334599641?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8509655788334599641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/volta-dos-degraus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8509655788334599641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8509655788334599641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/07/volta-dos-degraus.html' title='À volta dos degraus'/><author><name>Genoveva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16710306140232244279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2870255296628316926</id><published>2009-06-30T21:03:00.000+01:00</published><updated>2009-06-30T21:03:00.615+01:00</updated><title type='text'>Era a tarde mais longa de todas as tardes*</title><content type='html'>&lt;em&gt;Que me acontecia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu esperava por ti, tu não vinhas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tardavas e eu entardecia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Era tarde, tão tarde, que a boca,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tardando-lhe o beijo, mordia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando à boca da noite surgiste&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na tarde tal rosa tardia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor, meu amor, minha estrela da tarde, se eu te disser que seremos sempre melhor amigos do que amantes não te zangues, não assumas que o faço por vingança ou por ser má pessoa. É só que aconteceu assim, estou cansada e perdi a pica toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Era tarde demais para haver outra noite,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para haver outro dia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ary dos Santos e Fernando Tordo, Estrela da Tarde&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2870255296628316926?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2870255296628316926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/era-tarde-mais-longa-de-todas-as-tardes.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2870255296628316926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2870255296628316926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/era-tarde-mais-longa-de-todas-as-tardes.html' title='Era a tarde mais longa de todas as tardes*'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2060804393225992079</id><published>2009-06-30T16:17:00.001+01:00</published><updated>2009-06-30T19:09:17.584+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='basta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sibila'/><title type='text'>Don’t stop till you get enough</title><content type='html'>Não se recordava já em que ponto tinha perdido aquela vontade, se calhar nunca a tinha tido e teria sido só uma breve e virginal ilusão. Mas hoje mais do que nunca a coisa já se tinha tornado de tal forma mecânica que tinha que ocupar a mente com outros assuntos, tentanto abstrair-se do homem resfolegante que a agarrava de forma desesperada. "Porra para isto, este gajo não me corta as unhas, é isso, amanhã tenho que lhe comprar um corta-unhas. A acrescentar à lista de compras, deixa cá ver, um corta-unhas, pão, leite, sabão daquele azul para as nódoas de vinho na toalha de mesa da sala..." e assim desfiando o rosário de afazeres e obrigações esperava que o tempo passasse depressa para que ele finalmente a largasse e ela pudesse ter o seu momento de sossego. Sem passar pelo prazer, assim como quem vai directo à casa partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim a vida, tinha-se perdido nela, encurralada entre um marido rabugento e inúmeras crianças as quais tinha uma certa dificuldade em identificar como suas. Queria parar tudo isso e saltar fora, procurar outro espaço, reclamá-lo só para si, sem marido nem filhos nem nada. Já estava na altura, já tinha aturado tudo, mais do que suficiente para que eles seguissem sem ela. Era isso, estava pronta para gritar "Basta!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2060804393225992079?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2060804393225992079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/dont-stop-till-you-get-enough.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2060804393225992079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2060804393225992079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/dont-stop-till-you-get-enough.html' title='Don’t stop till you get enough'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8023643545275751234</id><published>2009-06-30T13:40:00.002+01:00</published><updated>2009-06-30T13:44:40.497+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quem?'/><title type='text'>Desculpe, foi engano.</title><content type='html'>…se as palavras se esgotaram entre nós, se os dias que amanhecemos juntos já não têm a magia dos primeiros raios de sol, se já não é o calor do meu corpo que procuras de noite [nem o meu cheiro de manhã], se quando nos cruzamos o teu olhar foge para chão e, se mesmo assim, pensas que te espero num canto em angustia e desgosto…se ainda esperas um sorriso no dia que te lembrares que há luz para além do azul e cinzento desse caminho, experimenta ligar para mim e depois conta-me o que te responderam deste lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8023643545275751234?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8023643545275751234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/desculpe-foi-engano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8023643545275751234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8023643545275751234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/desculpe-foi-engano.html' title='Desculpe, foi engano.'/><author><name>Lux</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00444976983509729363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-971247225329899077</id><published>2009-06-30T11:26:00.002+01:00</published><updated>2009-06-30T11:33:46.983+01:00</updated><title type='text'>Falha de comunicação</title><content type='html'>Quando oiço pessoas falarem de falhas de comunicação nas relações, o pensamento imediato que me vem à mente é de que deviam aderir àqueles planos para namorados da Vodafone ou lá o que é,  fazer um upgradezito do telemóvel e tal.&lt;br /&gt;E depois tu e eu não nos entendemos. Tu não ouves o que eu digo, eu não entendo o que tu dizes. E a piada das falhas de comunicação deixa de ter piada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-971247225329899077?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/971247225329899077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/falha-de-comunicacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/971247225329899077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/971247225329899077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/falha-de-comunicacao.html' title='Falha de comunicação'/><author><name>soquete girl</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-6561844284419854847</id><published>2009-06-29T23:26:00.008+01:00</published><updated>2009-06-29T23:47:55.238+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas que se servem frias como o gaspacho'/><title type='text'>Planos para amanhã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É claro que já sei onde moras. Rua, número de porta, quantidade de passos que dás para chegares ao pé do mar. Sei os teus nomes do meio, os apelidos e ainda quando, onde e de quem nasceste. Amanhã quando saíres de casa, a criança por uma mão e o &lt;em&gt;adeus até logo&lt;/em&gt; pela outra, quando estiveres a acenar com tédio e cansaço na direcção da tua mulher que finaliza as suas pinturas de guerra, equilibrando o rimel nas pestanas, eu apareço-te à frente com um sorriso de orelha a orelha e armada de más intenções até aos dentes. Na altura, logo verei se descarregarei em ti uma salva de tiros ou de beijos. O que fizer mais estragos, presumo. A ver se não me esqueço de pôr o despertador para as seis, que ainda tenho de limpar a caçadeira, lavar primorosamente os dentes e gorgolejar meio minuto com listerine. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-6561844284419854847?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/6561844284419854847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/planos-para-amanha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6561844284419854847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/6561844284419854847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/planos-para-amanha.html' title='Planos para amanhã'/><author><name>drama queen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02423637228586061389</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-4951024532613493059</id><published>2009-06-29T16:34:00.002+01:00</published><updated>2009-06-29T16:38:48.324+01:00</updated><title type='text'>Eu gosto de escadotes.</title><content type='html'>Gosto. Gosto de subir por eles acima, degrau a degrau, mais devagar ou mais depressa, mas sempre a subir. Parar no último, observar por brevíssimos momentos a paisagem, respirar fundo e atirar-me para a queda.&lt;br /&gt;Porque do que eu gosto mesmo é do tombo. Seja grande, seja pequeno, o tombo é que é. Suster a respiração, sentir que me crescem asas, o estrondo do impacto com o solo.&lt;br /&gt;Yep, o tombo é do que eu gosto mais. Chamem-me masoquista, eu não me importo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-4951024532613493059?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/4951024532613493059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/eu-gosto-de-escadotes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4951024532613493059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/4951024532613493059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/eu-gosto-de-escadotes.html' title='Eu gosto de escadotes.'/><author><name>soquete girl</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-7078163841138148727</id><published>2009-06-28T23:39:00.000+01:00</published><updated>2009-06-28T23:39:00.565+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finalmente posso gritar isto nalgum lado'/><title type='text'>DearJohn letter II ou I'd like to thank the academy...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gostava de agradecer a um escadote que nunca trepei apesar de todas as promessas e delírios. Quis muito subi-lo e chegar onde precisava. Desejei, imaginei e partilhei (com o próprio, claro está) mil e uma maneiras de o subir e de me fazer chegar ao malão que queria. Malão abóbora está bem de ver, onde guardo estrelinhas e mil cores, e que abro quando o escadote mo proporciona. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Felizmente revelou-se bambo e fraco a tempo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Afinal não me ía ajudar, tinha medo que eu caisse. Mas seguro-me bem, ainda tentei mesmo vendo que já me saía marquise e vida fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Queria agradecer-lhe porque não fosse ele o fraquinho que foi, o último ano teria sido muito diferente (para pior), e foi estupendo.&lt;br /&gt;Trepava-te um dia destes mas não ías querer outra coisa, por isso mantém-te atrás da porta velha e aborrecida onde tens estado sempre.&lt;br /&gt;Cheers!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-7078163841138148727?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/7078163841138148727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/dearjohn-letter-ii-ou-id-like-to-thank.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7078163841138148727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/7078163841138148727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/dearjohn-letter-ii-ou-id-like-to-thank.html' title='DearJohn letter II ou I&apos;d like to thank the academy...'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1772224713399413348</id><published>2009-06-28T23:05:00.003+01:00</published><updated>2009-06-28T23:20:03.998+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='degraus'/><title type='text'>Isto é que é um blog?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2001/icm23/images/activi2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2001/icm23/images/activi2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Então isto é que é um blogue? E isto sou eu a escrever num blogue? Não está mal para começar: dez personagens sob um nome que não passa de uma metáfora. Escadotes? que dão jeito e fazem alguma falta? E eu que não me lembro porque raio alguém se lembrou deste título.&lt;br /&gt;Talvez haja mesmo um escadote para cada uma das personagens que aqui escrevem. Dito por outras palavras, cada uma delas lá terá os seus escadotes, uns merecidos outros não e provavelmente nem todas o alcançam, mas de certeza que se esforçam.&lt;br /&gt;Seja como for, um escadote dá sempre jeito. Mas jeito para a bricolage, isso é outro assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Na vida tal como num blogue, um degrau de cada vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1772224713399413348?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1772224713399413348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/isto-e-que-e-um-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1772224713399413348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1772224713399413348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/isto-e-que-e-um-blog.html' title='Isto é que é um blog?'/><author><name>Genoveva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16710306140232244279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1229710802237096521</id><published>2009-06-28T19:03:00.001+01:00</published><updated>2009-06-28T19:05:50.547+01:00</updated><title type='text'>Inside post</title><content type='html'>Já cá estamos 10. Eu não sei quem é ninguém mas quero dar os meus parabéns à drama queen, grande nome (e que eu devia ter escolhido para mim própria, que falta de ideia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1229710802237096521?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1229710802237096521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/inside-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1229710802237096521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1229710802237096521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/inside-post.html' title='Inside post'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1114734682417795681</id><published>2009-06-28T13:21:00.002+01:00</published><updated>2009-06-28T13:34:52.520+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='para ti'/><title type='text'>É tudo tão complicado</title><content type='html'>tão difícil, e eu a pensar que sabia o caminho mas mesmo assim liguei o GPS, só para o caso de não saber bem, de me poder enganar e afinal enganou-se o GPS, levou-me pelo caminho errado, fui parar no meio do mato e oiço saraivadas de tiros, de repente estou numa zona de guerra e nem artilhada fui, estou assim de chinelos e calções, o bikini por baixo (pensava eu que ía para a praia do costume). Baixo-me mas mesmo assim oiço tiros, oiço balas que passam a raspar a meros centímetros da minha cabeça, o som é um mero zunido metálico, estou no chão a comer pó e pedras, já nojenta de sujidade, cheia de lágrimas de medo que não choro para não me ouvirem e atirarem directamente para o sítio onde estou, atrás de um carro, deitada no chão de pó, com os ouvidos a estoirarem de zunidos e explosões. Não sei se saio daqui viva, oiço a voz na minha cabeça, vai correr tudo bem, já estiveste em zonas de guerra como esta e estás aí viva, estás aí inteira, todos os orgãos todos os membros, inteira menos nas cicatrizes que te rasgaram por dentro, temos pena.&lt;br /&gt;E de repente, exausta da espera no meio dos tiros, farta do pó e das explosões, meia enlouquecida pelo cheiro a sangue e pelas moscas que rodeiam os corpos desfeitos à minha volta quero levantar-me, senhores estou aqui, atirem directamente ao coração, embora não possa garantir que me atinjam assim, ainda que o meu peito rebente, há muito que ele se ficou ao longo do caminho, o mais provável é a bala atravessar sem que eu sequer a sinta, sem causar uma única gota de sangue. É por aí sim, atirar ao coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1114734682417795681?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1114734682417795681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/e-tudo-tao-complicado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1114734682417795681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1114734682417795681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/e-tudo-tao-complicado.html' title='É tudo tão complicado'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-1800585534656579715</id><published>2009-06-27T23:13:00.000+01:00</published><updated>2009-06-27T23:40:45.122+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celulite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='derrames'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bonecas de papel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meia idade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rugas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='calorias'/><title type='text'>As bonecas mal recortadas</title><content type='html'>Foi a barriga a culpada. Não foram as calorias que iam entrando e saindo ao sabor de chocolates, tristezas e adrenalinas várias, que se alojavam por aqui e por ali, abaixo da cintura e acima dos joelhos e, quando sobravam, animavam o decote. Essas, velhas amigas, às vezes bastava um fim de semana sem dormir para desaparecem quase por completo. E também não foram as celulites até às orelhas, que atacam até as mais magras e depois bem nos podemos convencer dos cremes milagre, que não acontece nada, por ali estacionam e acabamos por nos habituar. Muito menos as veias, todos os capilares à flor da pele, mapas de rios vermelhos, roxos e azuis, o tempo a passar e as pernas feitas mapas de derrames. Os brancos, as rugas? Nada de grave, que uns se pintam e as outras se atenuam e até se poderia dizer que dão alguma graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a cintura se mantinha de menina, enquanto os biquinis se levantavam nos ossos da bacia, tudo era suportável, todas as saias, todos os vestidos e todas as calças e todas as camisolas justas e que fosse uma mulher pera, maçã ou abacate, era ainda uma mulher parecida com uma boneca de papel, daquelas desenhadas e recortadas com as cinturas muito marcadas e espaço para os recortes brancos dos cintos se poderem dobrar para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a barriga a culpada. Foi aparecendo e sempre a impressão que passa daqui a uns dias, alguma coisa que comi, são as hormonas fazem-me inchar, ando esquisita mas isto é provisório e as calças de botão aberto na cintura que encolhem na máquina, uma maçada mas passa daqui a uns dias e os dias a passarem e a barriga ali, sem desaparecer. Oh, pois pode ser nada de grave, claro que não tens barriga nenhuma, tem dó, olha ali aquela e nem 18 anos tem, olha a daquela, olha a minha, tem paciência, isso não é de todo barriga e tudo o que era justo a mostrar que não era provisório, que não era passageiro e de repente tudo o resto tomou a proporção devida, as outras calorias todas em todo o lado, as brancas sem deixarem amarrar o cabelo, os mapas nas pernas a ficarem visíveis, as rugas vincadas na cara, a carne flácida, os tornozelos grossos, de repente caíram os anos todos que tinham ficado para trás, arrumaram-se os vestidos mais justos, subiu-se um número ou dois e a boneca passou a ter um recorte direito de quem não sabe desenhar cinturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há-de habituar-se que sabe que a beleza vem de dentro e quanto mais se envelhece mais de dentro terá que vir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-1800585534656579715?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/1800585534656579715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/as-bonecas-mal-recortadas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1800585534656579715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/1800585534656579715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/as-bonecas-mal-recortadas.html' title='As bonecas mal recortadas'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8967054004895183328</id><published>2009-06-27T20:13:00.000+01:00</published><updated>2009-06-27T20:18:54.816+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post  fraquinho que não posso escrever noutros lados'/><title type='text'>Hoje</title><content type='html'>Cheira-me a ti por todo o lado. Cheirei os cabelos na almofada e cheirou-me a ti mas achei normal. Cheguei ao café e cheirou-me a ti mas achei que estava parva, tomei banho e cheirou-me a ti e achei que merecia era levar uma chapada na boca e agora de roupão ainda me cheira a ti e acho que alguém me deve passar por cima com um camião.&lt;br /&gt;Intrigante ou não, podia jurar que não tinha decorado o teu cheiro mas é o mais provável é que esteja a sair dos meus poros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8967054004895183328?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8967054004895183328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/hoje.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8967054004895183328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8967054004895183328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/hoje.html' title='Hoje'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8667818918473524763</id><published>2009-06-27T11:16:00.000+01:00</published><updated>2009-06-27T11:19:44.290+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='altura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escadotes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alcance'/><title type='text'>O pé direito e os escadotes.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois o número de degraus de um escadote é fundamental para atingir os pontos mais altos, trocar uma lâmpada ou dar uma martelada bem lá cima onde é preciso.&lt;br /&gt;Mas, e isto é uma questão fundamental, que deveria ocupar as mentes e espíritos de engenheiros, arquitectos e fabricantes de escadotes (e de extensores de escadotes, pois então) não será a necessidade de alcance do escadote directamente proporcional ao pé direito da assoalhada onde vai ser utilizado (sim, que os escadotes são para utilizar, não são para ter como &lt;em&gt;bibelot&lt;/em&gt; ou escondidos atrás da porta da despensa)?&lt;br /&gt;Pois que para mim um quarto em Massamá, com uns meros 2,70m de pé direito não se compara com uma sala pombalina com mais de 3,50m de altura.&lt;br /&gt;Pois ele há sítios onde os escadotes podem ter degraus a mais e quem os suba arrisca-se a bater com a cabeça lá em cima, causando danos no próprio e no tecto, o que a ninguém aproveita, ou a ter de curvar as costas e torcer-se todo com grandes incómodos, imagino.&lt;br /&gt;Pois cada roca com seu fuso (e os fusos também têm muito que se lhes diga) e cada assoalhada com seu escadote. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8667818918473524763?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8667818918473524763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/o-pe-direito-e-os-escadotes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8667818918473524763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8667818918473524763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/o-pe-direito-e-os-escadotes.html' title='O pé direito e os escadotes.'/><author><name>Denise G</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-3394113233314078639</id><published>2009-06-25T22:31:00.000+01:00</published><updated>2009-06-25T22:35:18.942+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dear John letter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Átila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='claras em castelo'/><title type='text'>Dear John letter 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei quem é Átila, pois sei. O huno sim, não é o cão da Carlota, sei muito bem. Se foi disso que me ri? Claro que sim, percebi a piada... Espera. Deixa ver se estou a perceber bem. Achaste mesmo que me tinha rido da cara de tolo que fizeste? Da momice e não da referência? Achaste até hoje que... Devo ter percebido mal. Percebi mal e nem te vejo bem.&lt;br /&gt;Não insistas no espanto, não insistas na certeza que achas que tens de eu não saber. Insultas-me a inteligência e pior, bem pior, as memórias de tardes com a minha avó. Continuas olhar para mim como se te revelasse que natas não são claras em castelo e vice-versa. Agora é que foi, arrumei-te com esta.&lt;br /&gt;É pois ao huno que dedico a gargalhada que dei. Ao Huno, digo antes, que é o único que conheço - admito a minha falha na geneaogia do povo mongol. Olha, viste? Sei dizer mongol. Sei dizer Átila e agora prepara-te: eu até sei dizer Gengis Khan. Hã? Viste? Viste meu cretino que folhear a Hola não é sinal de nada? Minto, é sinal de descanso. Mas sabes lá tu o que é descansar olhos, cabeça e alma pelas páginas macias, principes pequenos e exclusivos de premieres. E ficas com esta para não voltaras a asnear: compra-se no Verão, em alturade praia, como viamos tias e mães fazer.&lt;br /&gt;Átila, o Flagelo de Deus. Queres mais? Se tivessemos cavalos, faziamos uma reunião Athila style: montados na garupa – chega-te para lá, cada um na sua – a ver quem desistia pelo cansaço. Não sabias, pois não? Era a manha dele. Chama-lhe estratégia se te faz sentir melhor, o resultado é igual: sai da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-3394113233314078639?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/3394113233314078639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/dear-john-letter-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3394113233314078639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/3394113233314078639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/dear-john-letter-1.html' title='Dear John letter 1'/><author><name>Abóbora Menina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13891012514805032011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_oe1YwWxA-5c/SlkBY_mVW5I/AAAAAAAAAAM/x6GfZjumQ7Y/S220/vestidoabobora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8456644505380999488</id><published>2009-06-24T12:43:00.000+01:00</published><updated>2009-06-24T12:54:24.599+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escadotes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sibila'/><title type='text'>Quanto mais alto melhor a vista</title><content type='html'>Nesta como em tantas outras situações, a questão é saber quando devemos parar de subir. Os pouco curiosos, ou mesmo medrosos, quedam-se sempre nos primeiros degraus, sentindo ali um certo conforto por terem o chão tão perto. A qualquer altura podem saltar do escadote e fugir, para terreno seguro, para debaixo da cama ou das saias da mãezinha que os pariu. Não arriscam muito, não sobem muito, mas também nunca irão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois temos os mais cautelosos, aqueles que gostam de subir mas de preferência acompanhados, cai sempre mal assumirem as vertigens na face de outrem que os tem em tão boa conta. Em calhando estão os dois na mesma situação, cada um pensando que o outro é tão corajoso assim subindo como se não houvera amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há os destemidos, essa espécie cada vez mais rara que se atira sempre de cabeça e com unhas e dentes a todas as oportunidades que surgem, como quem não tem nem nunca teve nada a perder. Confesso que adoro a veleidade dos destemidos, adoro que queiram sempre chegar mais alto, mais perto, mais dentro. Há uma certa loucura nesses que não sabem nem querem parar, pontapeando todas as pedras do caminho e estrafegando as aves que se atrevem a picar-lhes o pescoço. Não há nada mais excitante do que a obsessiva determinação destes sujeitos que na grande maioria das vezes conseguem tudo o que querem sem nunca perderem o equilíbrio nesses escadotes onde se empoleiram na ânsia bruta de chegarem ao topo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, uma vez lá, eu sou deles, têm-me nas suas mãos e fazem de mim aquilo que querem. Sou o seu prémio, e com eles comemoro a sua vitória duma maneira de tal forma intimista que quase me sinto vampira das emoções alheias. Enquanto se refastelam nas minhas carnes generosas mordo-lhes o pescoço à procura daquele sangue quente a bombear adrenalina e é desse elixir que me alimento e me conservo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso que os escadotes continuem a ser cada vez mais altos, preciso que os destemidos continuem a querer subi-los à procura da fúria doida do orgasmo, preciso disso para me manter viva!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8456644505380999488?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8456644505380999488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/quanto-mais-alto-melhor-vista.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8456644505380999488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8456644505380999488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/quanto-mais-alto-melhor-vista.html' title='Quanto mais alto melhor a vista'/><author><name>Sibila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354700939260513952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-2929995297649235261</id><published>2009-06-23T22:51:00.000+01:00</published><updated>2009-06-23T23:27:12.689+01:00</updated><title type='text'>Coisas</title><content type='html'>como descrever a coisa?&lt;br /&gt;Um bocado de cola, daquela super, incrustada nos dedos. Quando acontecia, e porque nenhum produto era capaz de tirar aquilo, lixava com uma lima de unhas até a pele ficar lisinha, sem  os resíduos que pareciam pequenos calos e que não eram particularmente dolorosos mas apenas incómodos, era maçador passar com as mãos numa superfície e sentir que algumas partes dos dedos não recolhiam a sensação da madeira áspera, da toalha fofa ou da pedra macia. Depois a lima a limpar tudo e deixar a pele lisa, sim, tinham sido arrancados pedaços, mas nem isso parecia ter sido particularmente doloroso e era incomparavelmente mais confortável ter os dedos limpos e prontos a sentir na totalidade.&lt;br /&gt;Ou assim parecia.&lt;br /&gt;Porque depois, ao passar levemente a língua ou os outros dedos por um dedo eis que reaparecia de novo um pequeno calo. E outro. Outro. Era trabalho paciente, ir buscar de novo a lima, desfazer as arestas-calo na superfície rugosa, sentir a pele lisa de novo e cheia de um pó fino esbranquiçado que se soprava. E saber - saber - que o mais provável era daí a uns dias voltar a ter de fazer o mesmo, voltar a encontrar um novo calo pequenino, ou mesmo um grande e ir, devagar (sem grandes pressas, já) buscar de novo a lima, arrastá-la de novo sobre os dedos, sentir uma camada de pó fininha, soprá-la, lavar as mãos, senti-las de novo inteiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-2929995297649235261?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/2929995297649235261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/coisas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2929995297649235261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/2929995297649235261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/coisas.html' title='Coisas'/><author><name>Mercedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08524154561864822264</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3458652026385073768.post-8148868089165603446</id><published>2009-06-21T16:17:00.001+01:00</published><updated>2009-06-21T21:31:49.567+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solstício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aborrecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='calor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seca'/><title type='text'>Solstício de Verão</title><content type='html'>As bruxas de hoje ainda se despem. Depois, deitam-se no sofá, pegam no comando, fazem zapping, suspiram, sopram, abanam-se e concluem que tiveram um domingo de merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3458652026385073768-8148868089165603446?l=escadotes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escadotes.blogspot.com/feeds/8148868089165603446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/teste.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8148868089165603446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3458652026385073768/posts/default/8148868089165603446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escadotes.blogspot.com/2009/06/teste.html' title='Solstício de Verão'/><author><name>Tricia M</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
